Microrganismo é resistente aos antibióticos comuns; quem fala do assunto é o pesquisador da Fiocruz Rodrigo Stabeli
A morte de cinco bebês em Cuiabá, em fevereiro, vítimas de uma superbactéria resistente à maioria dos antibióticos comuns, gerou alerta entre especialistas. A Klebsiella pneumoniae, bactéria causadora de pneumonia, principalmente em pacientes hospitalizados, mostrou-se imune a tratamentos convencionais, exigindo o uso de medicamentos mais potentes.
Resistência Bacteriana: Um Problema Crescente
De acordo com o pesquisador Rodrigo Estábre, da Fiocruz, a resistência bacteriana a antibióticos ocorre quando o medicamento não elimina completamente a bactéria. As bactérias sobreviventes podem transferir informações sobre a resistência a outras, tornando-as também imunes ao antibiótico. Esse processo de escalonamento de antibióticos, ou seja, o uso de medicamentos cada vez mais fortes, é limitado, podendo levar ao óbito do paciente caso não haja mais opções de tratamento.
Automedicação: Um Fator de Risco
O uso indiscriminado de antibióticos, muitas vezes por meio da automedicação ou de prescrições inadequadas, contribui significativamente para o desenvolvimento de superbactérias. A compra de antibióticos sem receita médica facilita a proliferação de bactérias resistentes. Pais, preocupados com a saúde de seus bebês, podem, inclusive, pressionar pediatras por receitas desnecessárias, aumentando ainda mais o risco.
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Prevenção e Conscientização
A situação em Cuiabá serve como um alerta para a importância do uso consciente de antibióticos. Buscar atendimento médico adequado, evitando a automedicação, é fundamental para prevenir o surgimento e a disseminação de superbactérias. A conscientização da população e dos profissionais de saúde é crucial para controlar esse problema crescente, que pode levar a novas epidemias e óbitos.



