Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Marisa Fernandes
A presença de pessoas em situação de rua é um desafio complexo e visível em diversas áreas urbanas. Em Ribeirão Preto, a realidade se manifesta em viadutos, praças e outros espaços públicos, onde indivíduos enfrentam a falta de moradia, emprego e, muitas vezes, dignidade. Apesar das dificuldades, alguns relatam encontrar uma estranha liberdade nas ruas.
A Vida Sob o Viaduto e a Perspectiva do Comércio Local
Sob o viaduto da Avenida Francisco Junqueira, a aglomeração de pessoas em situação de rua é uma constante. Um comerciante local, Rodrigo de Almeida, que trabalha há 25 anos na região, descreve a situação como deprimente e persistente. Ele relata o constante pedido de drogas e os desentendimentos que ocorrem no local, gerando problemas para os comerciantes. Assistentes sociais frequentemente visitam o local, oferecendo abrigo, mas muitos se recusam a ir, preferindo permanecer nas ruas, mesmo diante da oferta de um lugar seguro.
Praças Transformadas e o Impacto nos Moradores
Em outro ponto da cidade, uma praça no bairro Santa Cruz se tornou moradia para pessoas em situação de rua. Moradores relatam que a praça é utilizada como banheiro público e local de consumo de drogas e álcool. Luiz Thiago, dono de uma oficina próxima, afirma que a presença dessas pessoas impacta negativamente seus negócios, expressando o desejo de que a prefeitura encontre um local adequado para abrigá-los.
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O Trabalho da Assistência Social e o Apelo à População
Renata Correia, coordenadora da equipe de abordagem da Secretaria de Assistência Social, explica que a prefeitura realiza um trabalho diário de convite aos moradores de rua para irem aos abrigos. A recusa, muitas vezes, se deve às regras dos abrigos, que proíbem o uso de drogas e álcool. Ela apela à população para que não doe esmolas, pois essa prática perpetua a permanência das pessoas nas ruas. Em vez disso, sugere que entrem em contato com a assistência social através do número 156, para que uma equipe especializada possa oferecer o atendimento necessário e receber doações de roupas e sapatos.
A complexidade da questão exige uma abordagem multifacetada, que envolva o poder público, a sociedade civil e a conscientização da população para que, juntos, possam construir soluções mais eficazes e humanas.



