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Morte do Golden Joca retomou o debate sobre o transporte de pets

Tutor do cão registrou ocorrência alegando negligência da companhia aérea; ouça a coluna 'CBN Pet News' com Gelson Genaro
Morte do Golden Joca retomou
Tutor do cão registrou ocorrência alegando negligência da companhia aérea; ouça a coluna 'CBN Pet News' com Gelson Genaro

Tutor do cão registrou ocorrência alegando negligência da companhia aérea; ouça a coluna ‘CBN Pet News’ com Gelson Genaro

Um caso que comoveu tutores e profissionais de saúde animal reacendeu o debate sobre segurança e bem-estar no transporte de pets. Joca, um golden retriever de cinco anos pertencente a João Fantasini, morreu durante um traslado de São Paulo para Sinop. As circunstâncias ainda são investigadas, mas especialistas apontam para hipertermia seguida de parada cardiorrespiratória como causa provável.

O que se sabe sobre o caso

O falecimento ocorreu no trajeto e foi comunicado ao tutor, que recebeu posteriormente a confirmação da morte do animal. Autoridades aeroportuárias e a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) já iniciaram um inquérito para apurar as condições do transporte e eventuais irregularidades. Enquanto o procedimento corre, familiares e profissionais do setor aguardam esclarecimentos sobre o que levou ao desfecho.

Como o calor afeta os cães

O veterinário Dr. Gelsson Gennaro, ouvido sobre o assunto, explicou que cães regulam a temperatura corporal de forma distinta dos humanos. Eles apresentam sudorese reduzida e dependem principalmente do ofego (respiração ofegante) para dissipar calor. Em situações de calor excessivo e sem acesso a sombra, água ou piso frio, o animal tem dificuldades fisiológicas para se resfriar, o que pode levar à desidratação, hipertermia e, em casos graves, parada cardiorrespiratória.

Gennaro também destacou que o confinamento em caixas de transporte pode impedir comportamentos que ajudam a aliviar o calor — como deitar no chão frio ou procurar sombra — e que garrafas pequenas de água dentro das gaiolas frequentemente são insuficientes para as necessidades do animal em trajetos longos.

Transporte de animais: normas e riscos

Além do drama individual, o episódio traz à tona a necessidade de revisão de práticas e normas para transporte de seres vivos. Segundo especialistas citados na discussão, mais de 80 mil animais de estimação foram transportados no país no ano anterior, e eventos internacionais que envolvem deslocamento de animais, como competições e exposições, aumentam a demanda por voos e cargas especiais. Cavalos, por exemplo, exigem cuidados ainda mais complexos por seu porte e sensibilidade ao estresse.

Organizações e órgãos reguladores têm debatido medidas para reduzir riscos, mas o caso de Joca indica que, na prática, lacunas ainda existem. A situação reforça a responsabilidade das companhias responsáveis pelo transporte e a atenção dos tutores ao planejar deslocamentos: evitar deixar animais em veículos expostos ao sol, prever paradas para hidratação, garantir ventilação adequada e avaliar alternativas de acondicionamento são medidas apontadas por especialistas.

O episódio deixou o tutor e a comunidade local consternados e reforça a necessidade de protocolos claros e fiscalização eficaz para proteger animais durante viagens. Autoridades seguem investigando e familiares aguardam respostas sobre o que exatamente ocorreu no voo.

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