Ouça a coluna ‘CBN Comportamento’, com Daniele Zeoti
As manifestações sociais que ocorreram nas maiores cidades do Brasil nesta semana evidenciaram a força da juventude e o poder de mobilização popular. Em Ribeirão Preto, Morte em protesto é o tema da coluna desta semana, cidade com aproximadamente 619 mil habitantes, um episódio trágico marcou os protestos: a morte do jovem Marcos Delifrate, de 18 anos.
Ao contrário do que se poderia esperar em um contexto de protestos, a morte do jovem não foi causada pela repressão policial, mas por um ato cometido por um civil. Segundo relatos, o motorista responsável pelo ataque teria agido por um impulso agressivo descontrolado, sem intenção de defesa ou justificativa. Embora não haja informações detalhadas sobre o agressor, é possível que ele já tenha manifestado sinais de impulsividade e agressividade anteriormente, que não foram percebidos ou valorizados. O desencadeante do ato teria sido uma pequena frustração no trânsito, que provocou uma reação desproporcional.
Em resposta ao ocorrido, a Prefeitura de Ribeirão Preto decretou luto oficial de três dias. A cidade amanheceu em clima de tristeza, especialmente porque as manifestações até então vinham ocorrendo de forma pacífica e unida, com grande participação popular. A tragédia gerou comoção na população local, que não esperava que a violência pudesse vir de dentro da própria comunidade, em um momento de união e pacificação.
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Contexto e impacto do episódio: As manifestações no país já duravam sete dias sem registros de mortes, o que torna o episódio ainda mais inesperado e chocante para a população. A colunista Daniela Zeote, que acompanhou o caso, classificou o ocorrido como uma fatalidade inesperada. Ela destacou que o episódio interrompeu o clima pacífico dos protestos e trouxe à tona sentimentos intensos na comunidade local.
Reações emocionais e fases do luto
De acordo com Daniela Zeote, as pessoas enfrentam cinco fases diante de uma perda traumática: negação, raiva e revolta, troca, tristeza e aceitação/enfrentamento. Atualmente, a população de Ribeirão Preto estaria na fase de raiva e revolta, com sentimentos de dor que se transformam em ações nas ruas. Ela ressaltou que, apesar da intensidade da dor, a aceitação e o enfrentamento devem ocorrer em breve, podendo algumas fases serem puladas.
Orientações para familiares e comunidade: Para a família da vítima, Daniela recomendou o apoio dos amigos e parentes, além da participação em manifestações de solidariedade. Ela ressaltou a importância da fé e da espiritualidade, independentemente de religiões, como um suporte fundamental para enfrentar o luto. Caso o sofrimento se prolongue, a busca por ajuda profissional é indicada.
Entenda melhor
Marcos Delifrate, de 18 anos, foi a primeira vítima fatal das manifestações que ocorrem no país há uma semana. A Prefeitura de Ribeirão Preto decretou luto oficial de três dias. A tragédia gerou comoção na cidade, que até então realizava protestos pacíficos e unificados, com ampla participação popular.