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Mortes no trânsito disparam 20,5% no estado de São Paulo

Motociclistas são as principais vítimas, com 2175 mortes; Adhemar Padrão analisa os dados no 'Direção Preventiva'
Mortes no trânsito
Motociclistas são as principais vítimas, com 2175 mortes; Adhemar Padrão analisa os dados no 'Direção Preventiva'

Motociclistas são as principais vítimas, com 2175 mortes; Adhemar Padrão analisa os dados no ‘Direção Preventiva’

O trânsito brasileiro, especialmente para motociclistas, apresenta um cenário preocupante. Dados de São Paulo até outubro apontam 2.175 mortes de motociclistas, um aumento de 20,5% em relação ao mesmo período de 2023. Em Ribeirão Preto, o número de mortes de motociclistas saltou de 35 em 2023 para 50 até outubro de 2024, um aumento significativo.

Responsabilidade compartilhada: Estado e cidadão

A discussão sobre a culpa por esses acidentes é complexa. O advogado especialista em trânsito, Ademar Padrão, destaca a necessidade de se abandonar a busca por culpados e focar em soluções. Ele aponta a banalização da morte no trânsito como um problema moral da sociedade, que precisa ser discutido e enfrentado. Legalmente, o Estado tem o dever de regulamentar condutas para garantir um trânsito seguro, o que inclui a formação adequada de condutores, fiscalização eficiente e planejamento viário adequado.

Falhas na formação e fiscalização

Ademar Padrão critica a formação de condutores de motocicletas, apontando a cartilha do governo como muito fraca e a fiscalização como insuficiente. A pesquisa do Senatran revela que metade dos motociclistas não possui habilitação, indicando uma grave lacuna na formação e fiscalização. Além disso, a falta de uma política pública consistente que contemple a realidade dos condutores, e não apenas a formalidade, contribui para o problema. A questão dos instrutores mal preparados e da falta de fiscalização de condutores sem CNH também são pontos cruciais.

Soluções e propostas

Para minimizar os acidentes, Ademar Padrão sugere diversas medidas. Uma delas é melhorar a velocidade média nas vias, como forma de reduzir a gravidade dos acidentes. Também defende a criação de espaços para jovens motociclistas, com foco na segurança e na mudança de mentalidade. A implementação de uma política pública ampla, que inclua a participação da sociedade, é fundamental. A experiência com a faixa azul em São Paulo, que utiliza a persuasão em vez da coerção, é citada como exemplo de sucesso. A conscientização dos condutores sobre o uso do celular ao pilotar, e a pressão sobre empresas que utilizam aplicativos de entrega, também são pontos importantes a serem considerados. Por fim, a melhoria na formação de condutores e a fiscalização mais rigorosa são essenciais para um trânsito mais seguro.

Em suma, a redução dos acidentes com motos requer uma abordagem multifacetada, que envolve a conscientização da sociedade, a melhoria da formação de condutores, a fiscalização mais eficiente e a implementação de políticas públicas eficazes. A participação de todos é crucial para construir um trânsito mais seguro para todos.

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