Homem, de 33 anos, responderá em liberdade pelos crimes de homicídio culposo, omissão de socorro e fraude processual
Um grave acidente ocorrido no fim de semana em Ribeirão Preto resultou na morte de um adolescente de 17 anos e deixou outros jovens feridos. O motorista responsável, Elton Pires de Oliveira, de 33 anos, se apresentou à Delegacia de Investigações Gerais (DIG) nesta segunda-feira e confessou o atropelamento.
O Atropelamento e as Ações Subsequentes
Segundo o depoimento de Oliveira à delegada Silvia Rúvio, ele atropelou o adolescente após uma briga com a namorada e consumo de bebidas alcoólicas. Após o acidente, ele fugiu do local sem prestar socorro à vítima. Ainda no mesmo fim de semana, Oliveira ateou fogo ao seu próprio veículo, que foi encontrado em um canal às margens de uma rodovia. Em seguida, ele registrou um boletim de ocorrência por roubo, na tentativa de encobrir o crime.
As Acusações e a Liberdade do Motorista
Oliveira responderá por homicídio culposo (sem intenção de matar), omissão de socorro, fraude processual (pela queima do carro) e falsa comunicação de crime (pelo boletim de ocorrência falso). Apesar da gravidade dos crimes, ele não será preso preventivamente, pois o período de prisão em flagrante já passou. A polícia investiga a possibilidade de envolvimento em outro crime ocorrido no bairro Rorschels Lopes de Camargo, mas essa informação não foi confirmada até o momento.
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Desfecho e Investigações em Andamento
Apesar de confessar o atropelamento, Oliveira não será mantido preso. A polícia civil prosseguirá com as investigações, ouvindo outras testemunhas, incluindo o dono do trenzinho que as crianças seguiam no momento do acidente e outras pessoas que presenciaram o ocorrido. A expectativa é que, com a confissão e o andamento das investigações, seja solicitado à justiça a prisão preventiva do acusado. O caso destaca a gravidade do ato e a importância da responsabilidade no trânsito, especialmente considerando a vulnerabilidade de crianças e adolescentes que frequentemente utilizam os chamados “trem-da-alegria” em Ribeirão Preto.



