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Motorista que deixou local de acidente com morte em Rifaina ainda não se apresentou à Polícia

Ao menos duas pessoas estavam na carroceria de uma das caminhonetes; uma delas morreu no local e a outra teve morte cerebral
Motorista que deixou local de acidente
Ao menos duas pessoas estavam na carroceria de uma das caminhonetes; uma delas morreu no local e a outra teve morte cerebral

Ao menos duas pessoas estavam na carroceria de uma das caminhonetes; uma delas morreu no local e a outra teve morte cerebral

O motorista de Orlândia apontado como responsável por um acidente em Rifânia no último fim de semana ainda não se apresentou à polícia, segundo as autoridades. A CBN conversou com o outro motorista envolvido, que preferiu não ser identificado e relatou que o condutor e os ocupantes da caminhonete que realizou a conversão fugiram do local.

Versão de testemunhas e envolvidos

O motorista ouvido pela emissora disse que, após a batida, desceu do veículo e viu militares chegando ao local. ‘Foi difícil, hein? Até hoje a gente não consegue dormir direito… fica triste porque é uma vida’, afirmou. Segundo ele, tentaram parar um dos ocupantes, mas não havia motivo para detê‑lo. Na colisão, informou, sofreu apenas um ferimento na mão; a frente da caminhonete ficou destruída.

Vítimas e apuração policial

De acordo com a polícia, o motorista da caminhonete que provocou o acidente foi identificado como Bruno Tosta Silveira, 32 anos, que seguia pela rodovia Canje do Portinário com pelo menos duas pessoas na caçamba. Ao fazer a conversão, não teria respeitado a sinalização de pare e acabou provocando a batida.

Com o impacto, Alexandre Elizêuda Silva, 30 anos, morreu no local. Ele morava em Catalão (GO). Murilo Silva de Oliveira, 32 anos, foi levado à Santa Casa de Pedregulho e transferido à Santa Casa de Franca, onde foi constatada morte cerebral. Amigos presentes no local admitiram que estavam em um rancho, haviam participado de uma festa e consumido bebida alcoólica.

Uma pessoa próxima às vítimas comentou que ninguém ligado aos ocupantes da caminhonete procurou a família para se informar sobre o estado dos feridos ou prestar apoio.

Possíveis implicações legais

O criminalista Márcio Cunha avaliou que o motorista assumiu o risco ao transportar pessoas na caçamba de forma irregular e que a fuga do local agrava a situação. ‘Ele pode responder por vários crimes; juntas, as penas podem chegar até 30 anos’, disse o advogado, lembrando que deixar o local do acidente configura crime de trânsito e que, se for comprovado que o condutor estava embriagado, novas imputações poderão ser aplicadas.

Bruno Tosta Silveira, de Orlândia, é aguardado na delegacia para prestar depoimento; a defesa ainda não foi localizada e as investigações seguem em andamento.

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