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Motorista que deixou local de acidente com mortes em Rifaina diz que não havia bebido

Homem, de 32 anos, dirigia a caminhonete em que estavam as duas vítimas; ele alega ter ficado atordoado após a batida
Motorista que deixou local de acidente
Homem, de 32 anos, dirigia a caminhonete em que estavam as duas vítimas; ele alega ter ficado atordoado após a batida

Homem, de 32 anos, dirigia a caminhonete em que estavam as duas vítimas; ele alega ter ficado atordoado após a batida

A polícia ouviu o motorista da caminhonete envolvida em um acidente na rodovia Cândido Portinária que deixou duas pessoas mortas. A informação foi confirmada pelo delegado Fábio Branquinho ao repórter Kelvin Melo, que acompanhou a investigação.

O acidente

Segundo o delegado, a caminhonete dirigida por Bruno Tosta Silveira, 32 anos, foi atingida ao fazer uma conversão na pista. Testemunhas e o próprio motorista relataram que o veículo acabou cortando a frente de outra caminhonete, o que provocou a colisão. Duas pessoas morreram: uma vítima morreu no local — identificada como um rapaz que residia no estado de Goiás — e a segunda vítima, que havia sido internada na Santa Casa de Franca, não resistiu aos ferimentos e faleceu cinco dias após o acidente.

Depoimentos e linhas de investigação

O delegado Branquinho afirmou que já foram ouvidas três pessoas: o motorista da caminhonete que provocou o acidente e duas testemunhas que estavam no outro veículo envolvido. Há ainda relato de um terceiro carro — um Gol — que seguia acompanhando a caminhonete que teria cortado a frente do outro veículo; ocupantes desse terceiro veículo também serão ouvidos.

Bruno Tosta disse aos policiais que não havia consumido bebida alcoólica e que não viu o outro veículo no momento da manobra. Ele também relatou que, após a batida, ficou desorientado; segundo o delegado, colegas que viajavam em outro carro o levaram até o local onde estavam hospedados. A autoridade investiga ainda a fuga do local e a falta de prestação de socorro às vítimas.

Os investigadores trabalham com duas hipóteses: homicídio culposo — quando não há intenção de matar — e homicídio doloso por dolo eventual — quando o agente assume o risco de produzir o resultado. O delegado disse que são necessárias mais provas para definir a tipificação.

Próximos passos

O inquérito deve ser concluído em até 30 dias, segundo Branquinho, que informou também que outras pessoas serão ouvidas no decorrer da investigação. A reportagem tentou contato com os advogados de Bruno Tosta, mas não obteve retorno.

Apurações seguem em andamento enquanto a polícia reúne testemunhos e exames para esclarecer a dinâmica do acidente.

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