Com os constantes reajustes, pesquisar antes de abastecer é o maior aliado da economia
O aumento frequente no preço dos combustíveis tem impactado diretamente o comportamento do consumidor brasileiro na hora de abastecer seus veículos. Dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo) apontam mudanças significativas no estado de São Paulo, que registrou o pior desempenho em vendas de etanol nos últimos cinco anos, enquanto as vendas de gasolina atingiram níveis recordes.
O Impacto nos Bolsos
No primeiro trimestre, as vendas de gasolina cresceram 32,8%, enquanto as de etanol caíram 28%. Embora a chegada da safra de cana-de-açúcar indique uma possível redução no preço do etanol no futuro, a realidade atual leva muitos motoristas a optar pelo combustível mais barato, independentemente do rendimento do veículo. Motoristas relatam mudanças em seus hábitos, como abastecer em diferentes postos em busca de preços menores e completar o tanque com frequência para garantir um preço mais baixo, mesmo que isso signifique gastar mais dinheiro de uma só vez.
A Matemática do Abastecimento
A decisão entre gasolina e etanol tornou-se uma questão matemática. Com o preço do etanol atualmente acima de 70% do preço da gasolina (o ponto de equilíbrio ideal), muitos motoristas concluem que a gasolina se torna mais vantajosa. Entretanto, a eficiência do motor de cada veículo também deve ser considerada, pois o rendimento pode variar. A alta demanda por etanol durante a flexibilização da pandemia e a consequente queda nos estoques contribuíram para a elevação dos preços, impulsionando a escolha da gasolina.
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Perspectivas e Desafios
A expectativa é de redução no preço do etanol com o avanço da safra de cana-de-açúcar, que se estende até novembro. No entanto, o recente reajuste do diesel pela Petrobras pode impactar os preços dos combustíveis, uma vez que o transporte destes depende do diesel. A situação é ainda mais crítica para caminhoneiros, que enfrentam custos elevados de combustível, afetando diretamente seus rendimentos e o preço final dos produtos transportados. A incerteza quanto aos preços futuros reforça a necessidade de os consumidores continuarem atentos e a realizarem seus cálculos para garantir o melhor custo-benefício na hora de abastecer.



