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Motoristas afirmam que temem ser assaltados ou agredidos por pedintes em semáforos

Na semana passada, após recusa de uma mulher em dar dinheiro, um morador de rua amassou o carro da motorista
assaltos em semáforos
Na semana passada, após recusa de uma mulher em dar dinheiro, um morador de rua amassou o carro da motorista

Na semana passada, após recusa de uma mulher em dar dinheiro, um morador de rua amassou o carro da motorista

Motorista grávida sofre agressão de morador de rua em Ribeirão Preto

Violência Urbana: Medo e Insegurança

Uma motorista grávida de dois meses passou por momentos de terror na semana passada em Ribeirão Preto. Ao parar no cruzamento da Avenida Jerônimo Gonçalves com a Rua Martinico Prado, ela foi abordada por um morador de rua que pediu dinheiro. Ao receber a negativa, o homem se revoltou, quebrando a lanterna traseira e amassando a lataria do veículo. Esse incidente reflete a insegurança crescente que muitos motoristas sentem ao se deparar com pedintes em semáforos, temendo reações violentas.

O medo de agressões é compartilhado por muitos, como demonstram relatos de ameaças e violência sofridas por amigos e familiares. Um caso envolveu o filho de uma empresária, Maria Silva Rock, que foi ameaçado por um flanelinha ao parar o carro para ir a um velório. A situação gerou pânico e a necessidade de estacionar em local mais seguro, evitando possíveis danos ao veículo.

Ações da Prefeitura e o Instituto Limite

Embora a sensação de insegurança seja frequente, Ribeirão Preto conta com um programa da prefeitura, em parceria com o Instituto Limite, para atender moradores de rua. Larissa Soares de Melo, do CREASPOP (Centro de Referência Especializado para Atendimento à População em Situação de Rua), explica que as abordagens oferecem abrigo e alimentação. O Centro POP, por sua vez, proporciona atividades diárias e auxilia na reinserção social a longo prazo.

Desafios e Perspectivas

Um levantamento realizado pela Secretaria Municipal de Assistência Social e pelo Instituto Limite apontou que a maioria dos moradores de rua cadastrados (mais de 3400 em junho, sendo apenas 391 mulheres) concentra-se no entorno da rodoviária. A aceitação da ajuda oferecida pelas equipes é baixa (apenas três em cada dez abordados), muitas vezes devido ao vício em drogas ou barreiras sociais. O trabalho de resgate da cidadania exige um esforço conjunto da assistência social e da comunidade, compreendendo a complexidade do problema e a necessidade de um olhar especializado.

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