Saiba quais são os procedimentos para carregar o bichinho em carros de aplicativo; Viviane Abreu traz os detalhes
O transporte de animais de estimação por meio de aplicativos de transporte tem gerado debates acalorados. Um projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional visa obrigar motoristas a aceitarem animais, exceto em casos de impossibilidade de acomodação ou risco à segurança.
Regras Propostas e Preocupações dos Motoristas
O projeto sugere regras como o transporte de cães no banco traseiro com peitoral, gatos em caixas apropriadas e a proibição de cobrança extra. Motoristas, no entanto, demonstram preocupação com os custos de limpeza e possíveis danos ao veículo, questionando quem arcaria com esses prejuízos. Alguns relatam cancelamentos de corridas por falta de aviso prévio sobre o transporte do animal, enquanto outros sugerem uma taxa adicional para compensar os custos e riscos envolvidos.
Opiniões Divergentes e Dados sobre a População de Pets
Há divergências de opiniões. Enquanto alguns motoristas acreditam que a obrigatoriedade poderia aumentar a clientela, considerando a grande população de pets no Brasil (mais de 58 milhões de cães e 27 milhões de gatos, segundo dados de 2020/2021), outros defendem a necessidade de diálogo e flexibilidade, sugerindo a criação de uma seção específica nos aplicativos para o transporte de animais. Aposentados e profissionais da saúde também se manifestaram, destacando a importância do serviço para tutores sem meios de transporte próprio, mas enfatizando a necessidade de um sistema justo para motoristas.
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Perspectivas e Necessidade de Diálogo
O projeto de lei ainda está em discussão e gerará debates acalorados. A questão central reside em equilibrar as necessidades dos tutores de animais com as preocupações dos motoristas quanto a custos, segurança e danos aos veículos. A criação de um sistema claro, com regras bem definidas e que contemple os interesses de ambas as partes, parece ser crucial para uma solução eficaz e justa.



