Nova regulamentação do serviço aponta que uma área será reservada aos veículos, mas as marcações ainda não foram feitas
Motoristas de aplicativos de Ribeirão Preto enfrentam dificuldades com nova lei
Fiscalização no Aeroporto e Rodoviária
Na última sexta-feira, fiscais da Transerp compareceram ao Aeroporto Leite Lopes para informar motoristas de aplicativos que o embarque e desembarque de passageiros no local está proibido, sob pena de multa. A medida também se estende à rodoviária e pontos de ônibus, gerando revolta e insegurança entre os profissionais.
Impactos da Nova Regulamentação
A determinação se baseia em um decreto de setembro que regulamenta a atuação dos motoristas na cidade, prevendo áreas específicas para embarque e desembarque, semelhantes às destinadas aos táxis. No entanto, essas áreas ainda não foram criadas pela prefeitura. Motoristas como Guenaldo Joaquim de Paula argumentam que a proibição é inconstitucional, ferindo o direito de ir e vir da população. A falta de clareza e a ausência de locais definidos para o embarque e desembarque geram conflitos e incertezas para motoristas e passageiros.
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Dúvidas e Busca por Soluções
A falta de orientação da Transerp contribui para a confusão. Motoristas relatam pagar pela Zona Azul mesmo em locais como o aeroporto, temendo multas. Wellington Rodrigues Seraphim, líder de um grupo de motoristas, menciona a formação de uma cooperativa para intermediar o diálogo entre o executivo e as empresas de aplicativos. Apesar de reuniões com a Transerp, dificuldades na implantação das áreas específicas no aeroporto e na rodoviária persistem. A Transerp afirma orientar os condutores com base no artigo 30, enquanto a Polícia Militar declara apoio à Transerp na fiscalização. O DAESP (Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo) afirma que a criação das áreas de embarque e desembarque é de responsabilidade da prefeitura.
A situação afeta cerca de 10 mil motoristas de aplicativos na cidade, incluindo aqueles que realizam entregas por delivery. A falta de infraestrutura e a ausência de diálogo efetivo entre a prefeitura, a Transerp e os motoristas geram insegurança e prejuízos para todos os envolvidos. A expectativa é por uma solução rápida e eficiente que atenda às necessidades da população e dos trabalhadores do setor.



