Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Marco Guarizzo
A polêmica em torno do rompimento do contrato entre o Consórcio PróUrbano e a Cooper Tarpe, cooperativa que fornecia motoristas para o sistema ‘Leve e Traz’ em Ribeirão Preto, continua a gerar repercussão. O caso levanta questões sobre a legalidade do acordo e o futuro dos trabalhadores envolvidos.
Protesto e Tensão na Transerp
Na segunda-feira, aproximadamente 60 representantes da Cooper Tarpe, representando cerca de 94 cooperados, dirigiram-se à sede da Transerp na tentativa de dialogar com a diretoria da autarquia. A reunião não ocorreu como planejado, com relatos de discussões após o convite para que apenas 5 representantes participassem. A situação demonstra a crescente insatisfação dos cooperados diante da incerteza em relação ao seu futuro profissional.
Transerp se Manifesta e Aponta Inquérito
Leandro de Gois-Leite, diretor jurídico da Transerp, declarou que a autarquia não é responsável pela rescisão do contrato. Segundo ele, a decisão do Consórcio PróUrbano foi motivada por um inquérito do Ministério Público do Trabalho (MPT) que avaliava possíveis irregularidades no acordo. A Transerp, segundo o diretor, atuará como mediadora para buscar uma solução para o impasse, participando de mesas de negociação e cobrando o cumprimento de eventuais exigências contratuais.
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Cooperativa Nega Irregularidades e Busca Diálogo
Zaki Miguel de Carvalho, diretor da Cooper Tarpe, refuta veementemente qualquer irregularidade no contrato com o PróUrbano, questionando a alegação de ilegalidade após 14 anos de prestação de serviços. Ele afirma que a cooperativa não recebeu notificações do poder público ou do MPT sobre o assunto e manifesta esperança em uma solução através do diálogo, visando a continuidade da parceria com o consórcio. Carvalho expressa preocupação com a possibilidade de transtornos para a população caso a situação não seja resolvida.
Diante do impasse, a Transerp agendou uma reunião entre a Cooper Tarpe e o Consórcio PróUrbano para esta terça-feira, com o objetivo de avaliar a situação dos trabalhadores. O Ministério Público do Trabalho, por sua vez, emitiu uma nota informando que não há procedimento investigando a legalidade dos cooperados do transporte público de Ribeirão Preto.
O cenário atual exige uma análise cuidadosa e um esforço conjunto para encontrar uma solução que minimize os impactos negativos para os trabalhadores e para a população que utiliza o sistema ‘Leve e Traz’.



