Paralisação pode acontecer por falta de acordo salarial entre sindicato e Consórcio PróUrbano; primeira proposta não foi aceita
Funcionários do transporte coletivo de Ribeirão Preto estão em estado de greve por conta de uma proposta salarial considerada insuficiente pelo sindicato dos motoristas.
Salários e Benefícios
A categoria reivindica um aumento salarial de 5% para repor a inflação, além de participação nos lucros de R$ 1.500 e reajuste no vale-alimentação. O consórcio Pró-Urbano, responsável pelo transporte público na cidade, ofereceu apenas 4% de aumento, dividido em duas parcelas (2% em maio e 2% em novembro), proposta rejeitada pelos trabalhadores em assembleia.
Negociações e Impasse
O impasse nas negociações se agrava devido a uma dívida da prefeitura com o consórcio Pró-Urbano, referente à gestão anterior. A Câmara Municipal aprovou o parcelamento dessa dívida, mas o presidente da casa, Rodrigo Simões, afirma que esse assunto não deve interferir nas negociações salariais. O consórcio, no entanto, alega que a dívida impacta sua capacidade de negociação. O diretor do consórcio, Carlos Alberto Cherulli, nega qualquer relação entre as duas situações, afirmando que as negociações salariais seguem em andamento.
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Ameaça de Greve
Uma nova reunião entre o sindicato e o consórcio está marcada para a próxima segunda-feira. Caso não haja avanços nas negociações, os trabalhadores ameaçam deflagrar uma greve a partir da zero hora de quarta-feira, dia 31 de maio, paralisando o transporte público na cidade. A situação permanece tensa, com a população aguardando o desfecho das negociações.



