Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Réger Sena
A crescente onda de assaltos a taxistas e mototaxistas em Ribeirão Preto tem gerado um clima de insegurança entre os profissionais. Na última semana, foram registrados quatro casos envolvendo mototaxistas e um com um taxista, evidenciando a vulnerabilidade da categoria.
O Medo nas Corridas por Aplicativo
Mototaxistas como Ederson Caravieri relatam que a falta de contato visual com os passageiros que solicitam corridas por telefone aumenta a sensação de insegurança. “Todo passageiro que a gente pega pelo telefone, a gente não tem visualização da pessoa, fica bastante insegurança para a gente”, afirma Caravieri.
Relatos de Violência e Perda
O taxista José Gonçalves, vítima de assalto no mês passado, descreve a violência sofrida: “O cara se alastrou. O primeiro lá não combinou a viagem e veio em mim. Aí combinamos a viagem e eu fui lá com destino à Serra Azul. Antes de chegar na cidade, uns três quilômetros, o jeito que eu ando na estrada é eu me dei uma gravata aqui com o braço e a faca no pescoço”. Além do trauma, José perdeu seu carro e seus pertences.
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Medidas de Segurança e Apoio do Sindicato
Diante da escalada da violência, o presidente do sindicato dos taxistas de Ribeirão Preto, José Rodolfo Rodrigues, expressa a preocupação com a falta de segurança. Ele orienta os taxistas a recusarem corridas de passageiros suspeitos, a optarem por vias movimentadas e a informarem seus destinos a colegas ou à cooperativa. A instalação de câmeras de segurança nos táxis é uma possibilidade em estudo.
A Polícia Civil informou que acompanha os casos, mas não divulga detalhes para não comprometer as investigações. A categoria busca alternativas para garantir a segurança e a tranquilidade no exercício da profissão.



