Motoristas de ônibus de Ribeirão Preto denunciam a falta de resposta ao acionamento do botão de pânico em casos de “rabeira”, prática ilegal em que jovens se penduram na parte traseira dos veículos. A reclamação é reforçada pelo sindicato da categoria.
Segundo os relatos, o dispositivo deveria acionar agentes da RP Mobi ou da Guarda Civil Metropolitana, mas o atendimento não ocorre, mesmo em situações recorrentes e consideradas de risco.
Reclamação
De acordo com motoristas ouvidos pela reportagem, o botão de pânico é frequentemente acionado em ocorrências envolvendo rabeira, mas não há retorno das equipes responsáveis. O sindicato afirma que a situação se repete há anos e que, mesmo com a localização dos veículos via GPS, o apoio não chega ao local, deixando os profissionais desassistidos.
Além do perigo para os jovens que praticam a rabeira, a situação também coloca em risco motoristas e passageiros. Há relatos de agressões, arremesso de pedras e ameaças durante as ocorrências. Casos recentes mostram que, mesmo após quedas, o suporte não é imediato. A falta de resposta pode agravar acidentes e gerar insegurança no transporte público.
A situação também afeta o funcionamento do sistema de transporte. Motoristas relatam abalo psicológico após episódios de violência, o que pode levar a afastamentos e redução da operação em algumas linhas. Em nota, a RP Mobi informou que acompanha e combate a prática, mas não detalhou o tempo de resposta ao acionamento do botão de emergência. A prefeitura promete intensificar a fiscalização.



