Servidores questionam o pagamento de apenas metade dos vencimentos no último salário; serviço já foi retomado
Motoristas de ônibus de Ribeirão Preto cruzaram os braços nesta terça-feira, deixando a frota parada por cerca de 15 minutos e causando impacto na vida de milhares de passageiros. A paralisação parcial, iniciada por volta das 11h, foi motivada pelo atraso no pagamento dos salários de janeiro. Os trabalhadores receberam apenas 50% do valor devido, gerando revolta e incerteza.
Paralisação e seus reflexos
A interrupção do serviço causou transtornos significativos. Passageiros foram pegos de surpresa e se viram obrigados a recorrer a alternativas mais caras, como aplicativos de transporte. Universitários e trabalhadores tiveram seus deslocamentos prejudicados, gerando preocupação com atrasos e custos adicionais. Depoimentos de passageiros, como a professora Rosemary Aparecida Becham e o operador de caixa Douglas, ilustram o impacto negativo na rotina da população.
Falta de perspectiva e ameaça de paralisação total
O presidente do sindicato dos motoristas, João Henrique Bueno, explicou a situação, afirmando que a reunião com o consórcio não trouxe uma data para o pagamento do restante dos salários. A falta de perspectiva levou à decisão de uma paralisação total das atividades nesta quarta-feira, afetando cerca de 340 ônibus. A Transerp, empresa responsável pelo transporte público, afirma que as paralisações devem ser comunicadas com 72 horas de antecedência, sob pena de multa para o sindicato e as empresas de ônibus.
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A situação permanece delicada, com incertezas sobre a resolução do impasse e o retorno do serviço. A população de Ribeirão Preto aguarda posicionamentos do consórcio e da prefeitura para entender como será garantido o transporte público na cidade nos próximos dias. A falta de comunicação prévia e a ameaça de paralisação total geram preocupação e insegurança para os usuários do transporte coletivo.



