CPFL alega que problema acontece pelos furtos de cabos; advogado diz que companhia pode ser processada em caso de acidente
Passar pela Avenida Castelo Branco à noite tem se tornado um pesadelo para muitos moradores de Ribeirão Preto. Há mais de 15 dias, um trecho de quase 3 quilômetros da via, entre a rotatória da Praça Aristófanes e o cruzamento com a Avenida Trevão, está completamente às escuras. A iluminação precária aumenta os riscos de acidentes e insegurança para pedestres e motoristas.
Falta de Iluminação e Riscos
Sem iluminação pública, motoristas enfrentam dificuldades para visualizar pedestres e outros obstáculos na pista. Um estudante universitário, Gabriel Fabres, relatou um incidente recente em que quase se envolveu em um acidente ao quase atropelar um rapaz que atravessava a via no escuro. A administradora de empresas Patrícia Roselém também expressa preocupação com a falta de segurança, afirmando que a escuridão torna o local perigoso, principalmente para pedestres.
Responsabilidades e Ações
A CPFL, concessionária responsável pela iluminação pública, atribui a falta de luz aos constantes furtos de equipamentos. A empresa afirma ter registrado um boletim de ocorrência e comunicado as autoridades. No entanto, o advogado Erlon Zampiere Filho argumenta que a responsabilidade pela manutenção da iluminação pública em perímetro urbano é do município, e que a CPFL, como concessionária, tem a obrigação de manter os postes acesos, mesmo diante de furtos. Ele destaca que a omissão da empresa diante do problema configura culpa administrativa e a expõe a processos caso ocorram acidentes devido à falta de iluminação. A Polícia Militar afirma estar intensificando o patrulhamento na região e que possui pistas dos suspeitos dos furtos. A reportagem também buscou contato com a Prefeitura de Ribeirão Preto, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.
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A situação na Avenida Castelo Branco exige uma solução urgente. A falta de iluminação pública coloca em risco a segurança de motoristas e pedestres, e a responsabilidade pela resolução do problema precisa ser assumida e ações efetivas tomadas pelas autoridades competentes.



