Reajuste nas praças paulistas afetou principalmente quem utiliza as rodovias para trabalhar
O aumento nas tarifas de pedágio nas rodovias brasileiras já está impactando o bolso dos motoristas desde o fim de semana. Com reajustes médios de 20 centavos, aumentos que parecem pequenos individualmente, se acumulam e afetam consideravelmente o orçamento, principalmente para aqueles que dependem das estradas para trabalhar, como os caminhoneiros.
Impacto nos Motoristas
Para caminhoneiros como Anderson Dias, o aumento se soma a outros custos crescentes, como o preço do diesel, pneus, peças e impostos, tornando a atividade ainda mais onerosa. Em algumas concessionárias, o reajuste chega a 3,59%, elevando o custo de viagens significativamente. Uma viagem entre Ribeirão Preto e São Paulo, por exemplo, atrásra custa R$ 56,30, enquanto o trajeto Ribeirão Preto-Franca chega a R$ 18,00.
Desproporção entre Aumento e Melhorias
A principal reclamação dos motoristas é a falta de correspondência entre o aumento das tarifas e as melhorias nas rodovias. Muitos trechos apresentam problemas como ondulações, buracos, falta de sinalização e serviços de manutenção precários. A situação é agravada pelo fato de que, no ano passado, o reajuste foi ainda maior, de 9,34%, demonstrando uma tendência de aumento contínuo sem a devida contrapartida em infraestrutura.
Leia também
Situação Financeira
O aumento dos pedágios, aliado às más condições das rodovias, impacta diretamente a renda dos motoristas profissionais. A falta de melhorias na infraestrutura, somada aos custos crescentes de combustível e manutenção, torna o trabalho cada vez mais difícil e menos rentável, afetando a lucratividade e a qualidade de vida desses profissionais.



