Vias estão gerando confusão e dificultando ainda mais o trânsito; engenheiro fala que objetivo era mudar a cultura do transporte
As principais avenidas de Ribeirão Preto ganharam corredores de ônibus, uma iniciativa do programa Ribeirão-Mobilidade que visa desafogar o trânsito e melhorar o transporte público. Porém, a implantação tem gerado controvérsias.
Confusão e reclamações
Motoristas reclamam da ocupação quase constante dos corredores, mesmo fora dos horários de pico, e da confusão causada pela disposição das faixas exclusivas. Na Avenida Independência, a faixa da esquerda é exclusiva para ônibus, enquanto na Presidente Vargas, a faixa da direita é destinada ao transporte coletivo. A estreiteza das avenidas agrava o problema, causando congestionamentos.
Multas e fluxo de veículos
A situação tem resultado em um alto número de multas para motoristas que usam as faixas exclusivas. Mais de 1087 infrações já foram aplicadas, sendo a Avenida Independência a campeã, com 765 multas. A Avenida Presidente Vargas ocupa a segunda posição. Apesar das reclamações, o professor de Engenharia de Trânsito Anderson Manzoli defende a necessidade dos corredores para uma cidade do porte de Ribeirão Preto, especialmente na ausência de outros modais de transporte como metrô ou VLT.
Soluções e perspectivas
Manzoli ressalta a importância da educação dos motoristas para o uso correto das faixas exclusivas, garantindo a eficiência do transporte público. A flexibilização do uso da faixa exclusiva na Avenida Dom Pedro, permitida em horários fora do pico, é apontada pelo especialista como uma solução inadequada. A Transerp, responsável pela estruturação do sistema, iniciou a operação do novo sistema na Avenida do Café, sem previsão de expansão para outras áreas da cidade.



