Medo de que as prateleiras ficassem desabastecidas fez com que muita gente fosse às compras; vendas online dispararam
O isolamento social, medida crucial para conter o avanço do novo coronavírus, impulsionou o uso da tecnologia para garantir o abastecimento doméstico. A experiência de Maria Abrão, esteticista, exemplifica essa mudança.
Compras online: praticidade e segurança em tempos de pandemia
Sem acesso a compras online de supermercado antes da pandemia, Maria passou a fazer seus pedidos pela internet e aprovou a praticidade. Ela destaca a segurança de evitar aglomerações e o risco de contaminação ao sair de casa, além da facilidade e das promoções exclusivas do site. Um levantamento da APAS (Associação Paulista de Supermercados) aponta um aumento significativo nas vendas online, com crescimento de 74% entre 16 e 22 de março, saltando para 107% na semana seguinte, em comparação à média dos três meses anteriores.
Desafios e soluções: entregas e o retorno à normalidade
A alta demanda, no entanto, trouxe desafios. Paulo Queiroz, analista de negócios, menciona prazos de entrega de até 10 dias, com possibilidade de prorrogação. Rodrigo Canezim, diretor da APAS em Ribeirão Preto, recomenda as compras online para a segurança dos clientes e afirma que os supermercados estão se esforçando para atender à demanda. Apesar dos atrasos em algumas lojas, devido ao grande volume de pedidos, o sistema se mostra eficaz para evitar aglomerações e garantir o abastecimento.
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Enquanto as vendas online crescem, o movimento nas lojas físicas volta ao normal. Após um pico de 48,5% a mais de clientes em 19 de março, reflexo do medo de desabastecimento, houve queda de 2,9% na última segunda-feira em todo o estado de São Paulo. Em Ribeirão Preto, houve um aumento positivo de 8%. Com o abastecimento regularizado, a recomendação é que os consumidores comprem apenas o necessário.



