Aprovação de regras para renegociação de dividas dos estados e não compensação da folha de pagamento são responsáveis
A semana foi marcada por notícias preocupantes sobre a política fiscal brasileira e seus impactos diretos na economia. A situação demonstra um egoísmo entre os três poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário), prejudicando o país e seus cidadãos.
Renegociação da Dívida dos Estados
O Senado aprovou a renegociação da dívida de estados como Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, que somam R$ 700 bilhões. Essa prorrogação da dívida por 30 anos é considerada indigrante, pois os estados não realizaram ajustes fiscais antes de buscar essa solução política. Isso pressiona a inflação, a taxa de juros e aumenta o custo da dívida, afetando diretamente o cidadão que terá que arcar com essa conta.
Desoneração da Folha de Pagamento e Dívida dos Partidos
Ainda não foi encontrado um mecanismo de compensação para a desoneração da folha de pagamento de 17 setores, mantendo-se a desoneração sem uma solução sustentável. Além disso, o Congresso aprovou uma PEC para perdoar bilhões de reais em multas de partidos políticos, que não cumpriram a legislação sobre o repasse de recursos para mulheres e negros. Essas decisões demonstram uma gestão fiscal irresponsável.
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Impasse entre os Poderes e suas Consequências
A decisão monocrática de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) de travar emendas parlamentares, buscando transparência no uso do orçamento público, gerou uma forte reação do Congresso, travando o processo orçamentário. Esse embate entre os poderes, em um ano eleitoral com um período parlamentar mais curto, prejudica ainda mais a economia, afetando inflação, emprego e juros.
A situação política atual demonstra fragilidade na gestão fiscal e um profundo descompasso entre os poderes, com consequências negativas para a economia e para a população brasileira.