Movimento “Desconecta” promove pacto para adiar entrega de telas a crianças em escola de Ribeirão
Um movimento educativo ganha força no Brasil, impulsionado pela crescente preocupação com o impacto do uso excessivo de telas na infância. O “Movimento Desconecta” busca conscientizar pais e educadores sobre a importância de adiar o contato de crianças com dispositivos eletrônicos, promovendo um desenvolvimento mais saudável e equilibrado.
A urgência do adiamento das telas
O movimento surgiu da percepção de que as telas têm “roubado” a infância das crianças, limitando suas experiências e oportunidades de aprendizado. Famílias relatam dificuldades em lidar com o desejo dos filhos por celulares e outros dispositivos, especialmente em datas comemorativas. A proposta do “Movimento Desconecta” é unir famílias e escolas em um pacto para adiar a entrega de telas, criando um ambiente mais propício para o desenvolvimento infantil.
Desafios e soluções coletivas
A iniciativa enfrenta desafios, como a resistência inicial à proibição do uso de celulares em escolas. No entanto, o movimento defende que a solução passa por um esforço conjunto da sociedade, envolvendo famílias, escolas e a comunidade em geral. É fundamental conscientizar os adultos sobre os riscos do uso excessivo de telas e promover atividades que estimulem a criatividade, o contato com a natureza e a interação social.
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Repensando o uso das telas em família
O “Movimento Desconecta” propõe um “letramento” sobre o que está por trás dos aplicativos e conteúdos acessados pelas crianças. A ideia é que os adultos reflitam sobre seus próprios hábitos e busquem um equilíbrio no uso das telas, priorizando momentos de convívio e atenção plena. O movimento sugere que a idade ideal para o primeiro contato com telas seja aos 14 anos, e com mídias sociais, aos 16.
Ao promover a conscientização e o engajamento da sociedade, o movimento busca resgatar a essência da infância, valorizando o brincar, a exploração e a conexão humana.



