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Movimento faz protesto por moradia em Ribeirão Preto

Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Caetano Cury
protesto por moradia
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Um protesto liderado por Marcelo Batista dos Santos, do movimento Livre Nova Ribeirão, agitou a manhã em frente à prefeitura. Cerca de 150 manifestantes reivindicam moradia digna para famílias carentes, alegando que promessas de construção de unidades habitacionais não se concretizam ou desviam do perfil da população necessitada.

As Reivindicações do Movimento

Segundo Marcelo, o movimento já atua há dez anos na luta por habitação em Ribeirão Preto. Ele critica a prefeitura por, supostamente, destinar áreas públicas para outros fins, como a criação de animais, expondo a população a riscos como escorpiões e ratos. Além disso, questiona o desaparecimento de verbas destinadas a projetos sociais na região do Corpáqueo S14.

A Resposta da Prefeitura

O secretário da Casa Civil, Laírdo Júnior, rebateu as acusações, afirmando que a prefeita está em São Paulo e que a administração municipal sempre recebe os movimentos sociais com respeito. Ele negou a paralisação do programa de inclusão social e citou diversos empreendimentos em andamento, como os residenciais Rio Negro, Tapajós e Tocantins, além da entrega de apartamentos no Ribeirão Preto J. O secretário reconheceu que a demanda habitacional é grande, com cerca de 30 mil famílias cadastradas na COHAB, mas ressaltou que o problema se acumulou ao longo de décadas e não será resolvido em apenas quatro anos.

O Diálogo e a Lei

Laírdo Júnior enfatizou que a prefeitura está aberta ao diálogo e que seis representantes dos movimentos sociais foram convidados para uma reunião na fiscalização geral. Ele também esclareceu que a destinação de áreas verdes para construção de moradias populares é ilegal e que a prefeitura precisa recorrer à justiça para recuperar esses espaços. Sobre a alegação de mudança na faixa de renda dos programas habitacionais, o secretário negou a prática, afirmando que os empreendimentos aprovados para famílias de zero a três salários mínimos mantêm essa destinação.

A administração municipal reafirma seu compromisso com a questão habitacional, buscando soluções dentro da legalidade e priorizando o diálogo com a sociedade civil.

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