Condephatt liberou obras na Praça das Bandeiras na segunda-feira; protesto foi marcado para domingo, às 10h
A construção de estações de ônibus em frente à Catedral Metropolitana de Ribeirão Preto reacendeu a polêmica entre a Prefeitura e a Igreja Católica. A liberação das obras pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico) gerou imediata reação do Fórum das Entidades Empresariais de Ribeirão Preto (Ferp), que considera a decisão incoerente com a preservação do prédio histórico.
Vibrações e Rachaduras: O Laudo Contestado
O Ferp, através de seu primeiro secretário Cantí de Maganini, questiona a credibilidade do laudo utilizado pelo Condephaat e pela Prefeitura, alegando que ele não considera as vibrações internas da Catedral e o impacto nas fundações. Segundo Maganini, o laudo não reflete a realidade e ignora os danos que as vibrações podem causar à estrutura da igreja.
A Igreja Contra-Ataca com Novo Laudo
O Padre Francisco Jaber, pároco da Catedral, preferiu não se manifestar oficialmente até a notificação do Condephaat. No entanto, adiantou que um novo laudo, elaborado por uma empresa especializada em construções históricas, deverá comprovar os riscos da construção das estações de ônibus para a preservação da Catedral. A expectativa é que este novo documento forneça subsídios técnicos para reverter a decisão.
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A Esperança de Reverter a Decisão
Enquanto o novo laudo não é concluído, uma ação pública em andamento representa a esperança de reverter a decisão antes do início das obras. A população, assim como o motorista aposentado Augusto Pedro Gomes, demonstra preocupação com as vibrações causadas pelos ônibus e seus possíveis impactos na estrutura da Catedral. Há também quem defenda a construção das estações, como o aposentado Pedro Leme, que espera que não haja relação entre os ônibus e as danificações na igreja, já que as paradas de ônibus na Praça das Bandeiras facilitam a vida dele. Uma manifestação está prevista em frente à prefeitura para tentar mudar o local das estações de ônibus, buscando uma solução que não prejudique o patrimônio histórico e cultural da cidade.
Em busca de alternativas, o Ferp propõe a construção de um terminal na área da Maré, no Junqueira, ou a criação de uma estação na Praça Carlos Gomes. A Prefeitura, por sua vez, informou que não se pronunciará até ser notificada oficialmente da decisão do Condephaat.
A definição do caso aguarda uma solução técnica que equilibre a mobilidade urbana e a preservação do patrimônio histórico, evitando danos à Catedral e atendendo às necessidades da população.



