Durante o trote, os calouros faziam um juramento de ‘não recusar tentativa de coito de veterano’; alunos serão penalizados
Um inquérito civil foi aberto pelo Ministério Público para investigar a suspeita de conduta machista, misógina e sexista de alunos do curso de medicina da Universidade de Franca (Unifran). O caso veio à tona após a divulgação de vídeos nas redes sociais mostrando um trote aplicado aos calouros.
Trote com Juramentos Humilhantes
Os vídeos mostram alunos ajoelhados na rua, com os corpos pintados, repetindo um juramento que inclui frases como “A unidade ativa de coito! De um peterado e um reloj!”. Em outro áudio, calouros são incitados por um veterano a fazer o mesmo juramento. A situação gerou indignação entre estudantes e entidades de defesa dos direitos da mulher.
Repúdio e Investigação
A Associação Atlética Acadêmica da Unifran, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Comissão de Combate à Violência contra a Mulher da OAB se manifestaram repudiando o ocorrido. O Ministério Público abriu uma investigação para apurar os fatos e verificar as medidas tomadas pela universidade. A promotoria irá contatar a reitoria para entender as ações da instituição em relação ao caso e garantir a aplicação da Política Nacional para a Erradicação da Violência contra as Mulheres. A Unifran, por sua vez, informou que repudia os atos e que os estudantes envolvidos serão identificados e penalizados.
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O trote, aplicado no primeiro dia de aula, expôs uma cultura machista e misógina que não pode ser tolerada. A repercussão negativa do caso, inclusive em outras instituições de ensino, destaca a necessidade de combate a esse tipo de violência e a importância da conscientização sobre o respeito aos direitos humanos e à dignidade das mulheres.



