Ao menos 60 pessoas teriam participado do encontro em uma área de lazer no residencial Cândido Portinari
O Ministério Público de São Paulo abriu um inquérito para investigar uma festa realizada em uma chácara no Parque Residencial Cândido Portinari, em Ribeirão Preto, com a participação de integrantes da Associação dos Guarda-civis Municipais. O evento, ocorrido no fim de semana, infringiu as regras da fase vermelha do Plano São Paulo e gerou reclamações de moradores do Jardim das Mansões.
Festa clandestina e infrações
De acordo com o promotor Paulo José Freire e Teotônio, pelo menos 60 pessoas participaram da festa, considerada extremamente irresponsável e desrespeitosa. Os participantes podem responder por três crimes: contra a saúde pública, desobediência aos decretos vigentes e perigo à vida e à saúde. O promotor ressaltou que as investigações se concentram na associação e nos agentes que participaram, e não na Guarda Civil Metropolitana.
Investigações e responsabilidades
O inquérito será analisado nas esferas criminal, civil e de saúde pública, e a associação pode ser obrigada a pagar indenização por dano moral coletivo. O evento foi reservado por um membro da corporação que não estava em serviço. A Guarda Civil Metropolitana de Ribeirão Preto abrirá uma sindicância interna para apurar os fatos, e a associação informou que não organizou o evento, alegando que a chácara estava reservada há um mês para uso individualizado de associados. A associação foi multada em R$ 700 pela síndica do espaço, que notificou e encerrou o encontro. A associação também suspendeu o agendamento do local.
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As investigações buscarão responsabilizar todos os envolvidos, desde o organizador até os participantes da festa. A Guarda Civil Metropolitana esclareceu que não se responsabiliza por associações ou entidades ligadas aos servidores.



