Crime aconteceu na segunda semana de abril, em Ribeirão Preto; mãe continua presa
Após investigação completa, o caso da morte de Ana Laura Rodrigues da Silva, de quatro meses, sofreu mudanças significativas na classificação do crime. Inicialmente investigada como maus-tratos seguido de morte, a promotoria atrásra entende que se trata de homicídio doloso.
Entendimento da Promotoria
O promotor de justiça, Dr. Na Ufelka, baseou sua decisão no laudo do Instituto Médico Legal (IML), que apontou traumatismo craniano na criança, causado por agressão com instrumento contundente. Para o promotor, esse laudo, aliado ao depoimento da mãe, Eluísa Clarinda, comprova a intenção de matar. A versão da mãe, de que o pai teria acertado a filha acidentalmente durante uma briga, foi refutada pelo promotor, que considera os socos como instrumento contundente.
Acusações contra os Pais
Eluísa Clarinda, mãe da criança, foi presa após a descoberta do corpo de Ana Laura com marcas de agressão. Além de ser acusada de homicídio doloso por sua participação na agressão, Eluísa também responde por omissão, já que, mesmo percebendo as lesões na filha após a agressão, não buscou ajuda médica e deixou a criança aos cuidados de irmãos pequenos durante a noite. O pai, Felipe Rodrigues, que segundo seu depoimento saiu para encontrar o patrão, segue em liberdade, mas também pode ser levado a júri popular.
Leia também
Desfecho e Próximos Passos
O caso segue na vara criminal, e o casal poderá ser levado a júri popular. A ausência de atendimento médico, somada à omissão da mãe em deixar a criança ferida com irmãos muito novos, contribuiu significativamente para o agravamento das lesões e a morte da criança. O promotor afirma que ambos responderão por homicídio, um por ação e outro por omissão. A investigação destaca a gravidade da situação, com consequências legais para ambos os pais.



