Ex-vereador, além de indicar trabalhadores, teria recebido propina da Prefeitura em troca de apoio político a Dárcy Vera
O deputado estadual Leo Oliveira foi denunciado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) na última segunda-feira (14), no âmbito da Operação Cevandija. A denúncia, segundo o advogado Roberto Ecke, se deve a novas descobertas das investigações do Ministério Público.
Indícios de corrupção
Leo Oliveira é suspeito de ter indicado funcionários da empresa Atmosfera para a prefeitura de Ribeirão Preto, na gestão da prefeita Dárcy Vera, em troca de apoio político. As investigações apontam para um esquema de terceirização ilegal de mão de obra, onde a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Ribeirão Preto (CODERP) era utilizada para contratar serviços da Atmosfera.
Foro privilegiado e implicações
Por ser deputado estadual, Leo Oliveira possui foro privilegiado. No entanto, o advogado explica que esse privilégio só se aplica a crimes cometidos durante o exercício do mandato. A acusação contra o deputado se refere ao período em que ele foi vereador em Ribeirão Preto. Além de Oliveira, outros três ex-secretários da gestão Dárcy Vera e funcionários da CODERP também são investigados.
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Outras investigações e posicionamento do deputado
Além dos citados, outros ex-vereadores também são investigados por participação no esquema. Todos os denunciados negam envolvimento nos crimes. Em nota, Leo Oliveira afirma que nunca obteve vantagens indevidas e que adotou uma posição independente durante seu mandato como vereador, com votações contrárias aos interesses do governo. Ele declarou confiar na verdade e que ela será restabelecida.



