Político teria faturado pelo menos R$ 1,5 mi com a plantação, mas valor não foi declarado no Imposto de Renda
O Ministério Público investiga o genro da ex-prefeita de Sivera, Evaldo Giló, por suspeita de sonegação fiscal. A investigação começou após a descoberta de uma plantação de café em Fortaleza de Minas, adquirida 25 dias depois que a ex-advogada do sindicato dos servidores, Maria Zueli Librandi, recebeu uma quantia significativa da prefeitura.
Compra do Sítio e Declaração de Imposto de Renda
Giló, que era vereador e recebia cerca de R$ 10.000,00 por mês, comprou um sítio de 40 hectares com 80.000 pés de café. O valor da compra e os lucros obtidos com as colheitas entre 2013 e 2023, estimados em R$ 1,5 milhão (bruto), não constam em suas declarações de imposto de renda. Segundo especialistas, mesmo considerando custos, o lucro mínimo seria de R$ 100.000,00, um valor que deveria ter sido declarado.
Análise da Investigação e Possíveis Consequências
O Ministério Público analisou dez declarações de imposto de renda de Giló e não encontrou nenhum registro do dinheiro proveniente da fazenda. De acordo com o professor de direito da USP Ribeirão Preto, Daniel Paxico, a ausência dessa renda nas declarações configura crime de sonegação fiscal, passível de pena de até cinco anos de prisão. O advogado de Giló, Paulo Franck, argumenta que a prestação de contas deve ser feita à Receita Federal, e não ao Ministério Público Estadual.
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Desdobramentos e Próximos Passos
A ex-prefeita Maria Zueli Librandi nega envolvimento em crimes de corrupção. Giló deve ser ouvido pelo Ministério Público e pela Justiça Eleitoral em relação a outras denúncias relacionadas à Cevandija. A investigação segue em andamento, buscando esclarecer as irregularidades e determinar as responsabilidades.



