Montante teria sido usado na compra de uma fazenda de quase 100 hectares em Cajuru
A fase de audiências da Operação Sevandija está em seus momentos finais. Um dos pontos cruciais em discussão são os honorários pagos à advogada Maria Zuele-Librand, ex-advogada da Cidcatros Revidores. As investigações revelaram movimentações financeiras suspeitas por parte da advogada.
Saques milionários e compra de fazenda
Os promotores descobriram que Maria Zuele-Librand fez saques de quase 5 milhões de reais em espécie. Um dos alvos da investigação foi uma fazenda de quase 100 hectares, adquirida em Cajuru em 2013 por 1,75 milhão de reais. Apesar do valor declarado, a investigação aponta que ela teria investido cerca de 5 milhões de reais no imóvel, incluindo reformas que custaram quase três vezes o valor original da propriedade.
Propina ou empréstimo?
A advogada nega veementemente ter pago propina à ex-prefeita Darci Vera e outros agentes públicos de Ribeirão Preto. A defesa argumenta que os valores movimentados se referem a um empréstimo de aproximadamente R$ 120 mil reais concedido à ex-prefeita, que seria pago após o término de seu mandato e o recebimento das férias atrasadas. No entanto, a prefeitura, seguindo recomendações do Tribunal de Contas, não efetua o pagamento de férias a ex-prefeitos, o que contradiz a versão apresentada pela defesa.
Leia também
Desdobramentos e próximos passos
A ex-prefeita Darci Vera, por sua vez, alega desconhecer a impossibilidade de receber a indenização pelas férias não usufruídas. Sua defesa afirma ter solicitado o pagamento à prefeitura após o término do mandato, recebendo uma negativa. Diante disso, a ex-prefeita busca meios legais para reverter a situação. As investigações seguem em andamento, buscando esclarecer completamente as movimentações financeiras de Maria Zuele-Librand e sua relação com a Operação Sevandija.



