Promotoria e Polícia Militar já se reuniram para discutir ações que possam evitar nova onda de ataques
Após uma onda de ataques em Ribeirão Preto, que culminou na morte do policial militar Roberto Abramovicius, o Ministério Público e a Polícia Militar se uniram para investigar os crimes. A iniciativa partiu da Ouvidoria das Polícias, que solicitou à Procuradoria Geral de Justiça de São Paulo o acompanhamento das investigações por um promotor.
Investigação em andamento
A reunião entre as autoridades ocorreu na última sexta-feira. O ouvidor Júlio César Fernandes Neves explicou que, após o conhecimento dos fatos, a primeira ação foi notificar a Secretaria de Segurança Pública e solicitar a intervenção do Ministério Público. O objetivo é investigar a série de crimes e garantir a segurança da população, principalmente na periferia de Ribeirão Preto.
Prisão temporária solicitada
Durante a reunião, foram cruzadas informações que podem levar à prisão de Aleph Vieira dos Santos, principal suspeito da morte do policial Abramovicius e foragido desde março do ano passado. O promotor Elisê Oberardo, designado para acompanhar o caso, se mostrou favorável ao pedido de prisão temporária do suspeito por 30 dias. Ele deve se reunir com o delegado Claudio Salles Jr. para discutir os outros inquéritos que apuram quatro mortes e cinco tentativas de homicídio ocorridas na cidade.
Reforço policial e parceria
A Polícia Militar confirmou o aumento do efetivo na zona norte de Ribeirão Preto após os ataques. O tenente-coronel Marcelo Gerônimo de Mello afirmou que, além de garantir a segurança da população, os agentes estão em busca do principal suspeito da morte do policial e de outros envolvidos nos crimes. A parceria entre o Ministério Público e a Polícia Militar busca eficiência no combate à criminalidade na região. A justiça deve analisar o pedido de prisão de Aleph Vieira ainda nesta semana.



