Investigação aponta que o município poderia ter economizado R$ 549.376,50 na compra de aventais descartáveis, máscaras e luvas
O Ministério Público de Contas de São Paulo (MPC-SP) apontou possíveis irregularidades em contratações emergenciais realizadas pela Prefeitura de Franca durante a pandemia de Covid-19. O relatório do MPC-SP detalha gastos acima da média na aquisição de itens essenciais como aventais, máscaras e luvas descartáveis.
Gastos excessivos com equipamentos de proteção individual
De acordo com o órgão, a administração municipal poderia ter economizado até R$ 549 mil caso tivesse utilizado os valores praticados no mercado. Um exemplo citado é a compra de 2 mil máscaras descartáveis entre 10 de junho e 9 de julho de 2020. A prefeitura gastou R$ 380.750, com preços unitários variando de R$ 0,80 a R$ 3,80. O MPC-SP apurou que o Estado de São Paulo adquiriu os mesmos produtos de outros fornecedores por apenas R$ 0,40 a unidade. Essa diferença de preço também se repetiu na compra de aventais e luvas.
Questionamento sobre locação de leitos
Além dos gastos com equipamentos de proteção individual, o MPC-SP questionou a locação de leitos de enfermaria por meio de convênio com o Hospital de Caridade Ismael Alonso Alonso, no valor de R$ 1,2 milhão. O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) informou que recebeu a representação e irá analisar as denúncias.
Leia também
Prefeitura ainda não se manifestou
A Prefeitura de Franca ainda não se manifestou oficialmente sobre as acusações. O MPC-SP mantém seus canais abertos para que a prefeitura apresente justificativas para as discrepâncias de preços encontradas nas compras emergenciais realizadas durante a pandemia. A investigação detalhada do TCE-SP deverá esclarecer os fatos e apontar as responsabilidades.



