Quadrilha criou sites falsos parecidos com o de grandes lojas para ‘vender’ produtos; grupo fez pelo menos 240 vítimas
O Ministério Público de Ribeirão Preto denunciou 14 pessoas por integrar uma organização criminosa que aplicava golpes pela internet. O grupo, formado por jovens com idade média de 25 anos, causou prejuízo superior a R$ 340 mil a cerca de 240 vítimas, segundo a promotoria.
Operação Policial e Prisões
Em novembro de 2023, uma operação da Polícia Civil resultou na prisão de 8 integrantes do esquema. Seis permanecem foragidos, incluindo o líder da organização. A quadrilha utilizou 314 contas bancárias – físicas e jurídicas – em diversos bancos para lavar o dinheiro obtido com os crimes.
Modus Operandi e Divisão de Funções
O promotor Augusto Soares de Arruda Neto classificou a atuação da quadrilha como “criminalidade moderna”. As vítimas eram enganadas ao adquirir produtos, como fornos de micro-ondas, por meio de depósitos em contas com nomes similares aos das empresas legítimas. Assim que o dinheiro era depositado, a organização criminosa o transferia rapidamente para outras contas, dificultando o rastreamento. A quadrilha era dividida em quatro funções: líderes (tomando decisões), gerentes (operacionalização e recrutamento), conteres (fornecimento de contas bancárias) e operários (saques e pulverização do dinheiro).
Leia também
Dicas de Prevenção e Situação do Líder Foragido
O promotor alerta sobre a importância de registrar boletim de ocorrência em caso de suspeita de golpe. Ele enfatiza os riscos de emprestar contas bancárias a terceiros, prática que configura crime de lavagem de dinheiro. Diego de Oliveira Morim, um dos líderes foragidos, é procurado pela polícia desde um incidente em janeiro de 2023, onde um homem foi encontrado com diversos cartões e dinheiro em seu nome. Seu advogado afirma que ele está à disposição da justiça e que sua inocência será provada. Os golpes aplicados incluíam simulações de sites de lojas conhecidas e pedidos de dinheiro via WhatsApp se passando por familiares ou amigos das vítimas.



