ACIRP questiona os atrasos nas obras de implementação de um corredor de ônibus nas avenidas Dom Pedro I e Saudade
O Ministério Público abriu um inquérito civil para apurar o andamento das obras de mobilidade paralisadas em Ribeirão Preto. A investigação foi motivada por uma representação da Associação Comercial de Ribeirão Preto (Acirp), que questiona os atrasos e a falta de clareza sobre o cronograma das obras do corredor de ônibus nas avenidas Dom Pedro I e Saudade.
Atrasos e prejuízos para comerciantes e pedestres
Segundo a Acirp, os atrasos nas obras estão prejudicando comerciantes e pedestres. A falta de informações sobre o cronograma e os serviços incompletos geram transtornos e prejuízos. Os comerciantes relatam danos em suas lojas, como o desfazimento de calçadas e desníveis no asfalto devido a alagamentos.
Investigação abrange outras obras paralisadas
A promotoria informou que outras obras paralisadas também serão investigadas. A Prefeitura de Ribeirão Preto foi notificada e tem 10 dias para fornecer informações sobre as obras. Entre as obras paralisadas, estão os trabalhos no túnel do cruzamento das avenidas Independência, Presidente Vargas e 9 de Julho, com previsão de entrega para o ano que vem, mas sem avanço desde abril. Também estão paralisadas as obras do viaduto da Avenida Brasil, na zona norte, devido a um pedido de reequilíbrio financeiro da construtora por conta do aumento do preço do aço durante a pandemia.
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Situação das obras e próximos passos
A prefeitura informou que revisa os serviços da construtora em cada etapa concluída. A construtora alega que os problemas de drenagem e desnível na Avenida Dom Pedro I se devem ao asfalto antigo, que será substituído. A obra do corredor de ônibus, iniciada em janeiro de 2022, com previsão de entrega em 12 meses, ainda não atingiu 50% de conclusão. A secretaria de Obras informou que o estudo para definir se o pedido de revisão contratual da construtora será acatado deve ser finalizado ainda este mês. Após, uma proposta será enviada à construtora. A aceitação da proposta garante a retomada das obras; caso contrário, o contrato poderá ser rescindido, necessitando de nova licitação.



