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MP deflagra operação que investiga fraude de advogados em Ribeirão Preto

Vereador Isaac Antunes estaria entre os investigados; suspeitos estariam fraudando ações junto à Justiça
fraude de advogados
Vereador Isaac Antunes estaria entre os investigados; suspeitos estariam fraudando ações junto à Justiça

Vereador Isaac Antunes estaria entre os investigados; suspeitos estariam fraudando ações junto à Justiça

Nesta quinta-feira, uma operação da Polícia Civil e do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) prendeu quatro advogados em Ribeirão Preto por suspeita de fraudes contra clientes e instituições financeiras. A investigação, que ainda não divulgou os nomes dos envolvidos a pedido da própria polícia, apura a atuação de uma associação chamada “Podemais”.

Golpes aplicados e modus operandi

Segundo informações preliminares, os advogados prometiam limpar o nome de pessoas com dívidas no SPC e Serasa, além de ingressar com ações judiciais para obtenção de benefícios, como o “Plano Verão”. Muitos clientes desconheciam a abertura de processos em seus nomes, e os advogados se apropriavam dos valores recebidos. Um dos escritórios envolvidos fica na Avenida Costa B. Romano, mas a investigação abrange diferentes locais.

Escala da fraude e impacto na Justiça

A operação investiga cerca de 56 mil ações judiciais fraudulentas, que estavam sobrecarregando cinco varas do Fórum de Ribeirão Preto. A suspeita é que os advogados tenham lucrado consideravelmente com os golpes aplicados contra clientes e o Banco do Brasil. A investigação também inclui um vereador, que teria divulgado os serviços da associação “Podemais” em praças da cidade.

Próximos passos

Uma entrevista coletiva com a Polícia Civil e o Gaeco deve acontecer em breve para esclarecer detalhes da operação e divulgar os nomes dos envolvidos. A recomendação é que pessoas que possam ter sido vítimas procurem informações sobre seus processos e direitos. A investigação destaca a importância da cautela ao contratar serviços jurídicos e a necessidade de monitorar processos judiciais em nome próprio.

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