Segundo a Promotoria, o pagamento indevido dos salários superfaturados desviou mais de R$ 7 milhões dos cofres públicos
Escândalo de Falsos Holerites em Barretos: 96 Funcionários Denunciados
O Ministério Público denunciou 96 funcionários da Prefeitura de Barretos por envolvimento em um esquema de falsos holerites que desviou mais de R$ 7 milhões dos cofres públicos. A denúncia, oferecida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pela promotoria de Barretos, aponta crimes contra a administração pública (peculato) e organização criminosa.
O Esquema e suas Consequências
O esquema foi revelado em 2019, durante a gestão do então prefeito Guilherme Ávila. A prefeitura identificou que, apesar dos holerites apresentarem valores corretos, os depósitos eram maiores, indicando superfaturamento de salários. Inicialmente, 105 servidores, incluindo secretários do alto escalão, foram afastados. A investigação interna, iniciada após denúncias de moradores e vereadores, apontou pagamentos irregulares. O ex-prefeito Ávila chegou a ser afastado do cargo em dezembro de 2022 por suspeita de chefiar o esquema, embora não seja alvo da denúncia atual, assim como os ex-secretários municipais.
Desdobramentos e Medidas Judiciais
A justiça irá analisar a denúncia contra os 96 funcionários, que já foram afastados de seus cargos e proibidos de acessar prédios públicos e de contatar testemunhas. As 16 denúncias oferecidas pelo Ministério Público se referem à participação de mais de 100 servidores no esquema criminoso. O rombo estimado nos cofres públicos ultrapassa R$ 7 milhões.
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O caso demonstra a gravidade dos crimes contra a administração pública e a importância de mecanismos de transparência e controle para evitar desvios de recursos públicos. A investigação e as medidas judiciais em curso buscam responsabilizar os envolvidos e reparar os danos causados aos cofres municipais.



