Promotor do Gaeco, Frederico Camargo, afirma que outras investigações estão em curso e que novas operações serão deflagradas
Nesta quinta fase da Operação Sevandija, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) denunciou à Justiça três investigados por lavagem de dinheiro desviado da Daerp (Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto).
Lavagem de Dinheiro e Contratos Fraudulentos
A investigação apontou indícios de que o ex-superintendente da Daerp, Marcantone dos Santos, recebeu propina milionária de uma empresa de saneamento, a Aerg Engenharia, por meio de contratos fraudulentos. Os pagamentos se referiam a obras inacabadas e inexistentes. O Gaeco utilizou documentos, registros telefônicos e dados bancários como provas.
O Papel dos Auxiliares e a Aerg Engenharia
Marcantone dos Santos contou com a ajuda de terceiros para ocultar a propina, cerca de R$ 2 milhões. O dinheiro foi convertido em um imóvel em Ibiúna e posteriormente revendido. Embora o diretor financeiro da Aerg Engenharia, André Teixeira, tenha sido investigado, ele não foi denunciado por falta de provas de que agiu com conhecimento dos propósitos ilícitos.
Desdobramentos e Recuperação de Ativos
O Gaeco solicitou o bloqueio de contas bancárias e de um imóvel avaliado em mais de R$ 1 milhão. Caso haja condenação, os valores serão revertidos aos cofres públicos de Ribeirão Preto. As investigações continuam, buscando responsabilizar todos os envolvidos no esquema de corrupção que causou rombos milionários à prefeitura. Há um pedido para que Marcantone dos Santos seja transferido para Ribeirão Preto, devido à continuidade de suas atividades ilícitas mesmo estando preso.



