Representação no órgão foi feita pelo vereador Marcos Papa; promotora do Gaema diz que trabalho está evoluindo
A Mata Santa Teresa, em Ribeirão Preto, completou 60 anos em meio a um cenário de preocupações com sua preservação. Apesar das comemorações, a reserva ambiental enfrenta desafios significativos, principalmente após um incêndio devastador em 2014 que destruiu cerca de 90 hectares.
Incêndio e falta de gestão
O incêndio, possivelmente causado por uma vela, consumiu metade da reserva e expôs a fragilidade da gestão da área. Segundo o vereador Marcos Papa, o Conselho de Gestão da Unidade de Conservação não se reúne há mais de um ano e meio, levantando suspeitas de improbidade administrativa. Papa afirma que o Plano de Manejo, que determina ações preventivas e de recuperação, não foi implementado adequadamente, e que ingressou com uma representação no Ministério Público para investigar a situação.
Falta de recursos e negligência
O vereador também denuncia a falta de recursos e o desentendimento entre a Fundação Florestal, responsável pela administração da mata, e o governo do estado de São Paulo. Funcionários da Fundação relatam constantemente a falta de recursos para a manutenção e recuperação da área. Papa aponta a negligência do secretário estadual de meio ambiente e do governador como responsáveis pela situação atual da reserva.
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Ações judiciais e perspectivas futuras
Em setembro de 2014, o Gaema (Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente do Ministério Público) ajuizou uma ação pública para combater o incêndio e adotar medidas preventivas. A promotora do Gaema de Ribeirão Preto, Calau de Abibi, afirma que, desde então, houve evolução nos trabalhos, com a Fundação Florestal adotando medidas para recuperação da mata. Apesar dos avanços judiciais, a situação da Mata Santa Teresa ainda requer atenção e ações efetivas para garantir sua preservação a longo prazo.



