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MP deve pedir o aumento no número de testemunhos no júri de Guilherme Longo

Juíza Isabel Cristina Alonso Bezerra Zara havia restringido o número de oitivas para 10, cinco para defesa e cinco para acusação
aumento número testemunhos
Juíza Isabel Cristina Alonso Bezerra Zara havia restringido o número de oitivas para 10, cinco para defesa e cinco para acusação

Juíza Isabel Cristina Alonso Bezerra Zara havia restringido o número de oitivas para 10, cinco para defesa e cinco para acusação

O Ministério Público pediu a oitiva de 22 testemunhas no caso de Guilherme Longo, acusado de homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. A defesa, por sua vez, solicitou a convocação de 30 testemunhas.

Juíza Limita o Número de Testemunhas

A juíza Isabel Cristina Alonso Bezerra, considerando o número elevado de testemunhas solicitadas pelas partes, decidiu limitar a cinco o número de testemunhas para cada lado (acusação e defesa). A magistrada justificou sua decisão com base na legislação vigente, que prevê um número menor de testemunhas.

Testemunhas-Chave e Prejuízos Potenciais

Tanto a defesa quanto a acusação se manifestaram contrárias à decisão. O advogado de defesa, Antônio Carlos Oliveira Jr., argumentou que a restrição prejudicaria ambas as partes, uma vez que o caso envolve um grande número de pessoas e depoimentos. O promotor Marco Stúlio Nicolino também defendeu a necessidade de ouvir mais testemunhas, alegando a complexidade do caso e a importância de considerar os depoimentos de todos aqueles que tiveram contato com os fatos, mesmo que parcialmente.

O promotor defendeu que, considerando que Guilherme Longo responde por dois crimes (homicídio e ocultação de cadáver), dez testemunhas (cinco para cada crime) deveriam ser ouvidas, no mínimo. Ele propôs que as testemunhas adicionais fossem ouvidas como testemunhas do juízo. A defesa corroborou este pedido, enfatizando o prejuízo que a limitação acarretaria para a elucidação dos fatos e para a liberdade do seu cliente.

Próximos Passos e Recurso

As partes têm cinco dias para apresentar as cinco testemunhas que serão ouvidas. O promotor Marco Stúlio Nicolino afirmou que irá recorrer da decisão da juíza caso ela não aceite ouvir um número maior de testemunhas. O julgamento de Guilherme Longo, principal suspeito da morte do menino Joaquim em setembro de 2013, ainda não foi marcado, aguardando-se a decisão sobre um pedido de desaforamento. Longo está preso, enquanto Natália Ponte, também envolvida no caso, está solta.

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