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MP divulga documento sobre suposto esquema de corrupção na Coderp

Investigações apontam que contratos fraudados pela empresa serviam para pagar propina a agentes públicos
corrupção Coderp
Investigações apontam que contratos fraudados pela empresa serviam para pagar propina a agentes públicos

Investigações apontam que contratos fraudados pela empresa serviam para pagar propina a agentes públicos

Um relatório do Ministério Público, enviado à Justiça, detalha um esquema de fraudes em contratos da Coderpe, empresa de Ribeirão Preto. O esquema, que causou um rombo de R$ 105 milhões, envolve diversos agentes públicos e privados.

A Máquina da Corrupção: Agentes Envolvidos

Entre os envolvidos estão Marco Antônio dos Santos e Davi Curi, ex-superintendentes da Coderpe; Luquesi Junior, ex-secretário de governo; e Ângelo Henver Nize, que chefiava a Secretaria da Educação. Todos eram considerados da confiança da ex-prefeita Darci Vera. O relatório aponta que eles não agiam sozinhos. Marcelo Plastino, dono da Atmosfera Construções (que se suicidou em 2016), era responsável pelos pagamentos de propina. Em seis anos, sua empresa obteve cinco contratos sem licitação, totalizando mais de R$ 60 milhões.

O Mecanismo da Fraude: Desvio de Recursos Públicos

Segundo o promotor Walter Lopes, a prefeitura repassava recursos à Coderpe, que, por sua vez, pagava a Atmosfera. A construtora terceirizava mão de obra, principalmente para a Secretaria da Educação, usando essas terceirizações para recompensar vereadores com indicações políticas em troca de apoio. O esquema configura uma organização criminosa que envolvia o Poder Executivo e Legislativo, desviando dinheiro público por meio de simulações fraudulentas em licitações. O dinheiro desviado servia para pagar propinas a agentes políticos no alto escalão da prefeitura, sem qualquer critério de necessidade ou investimento público.

Impacto e Consequências: Rombo Financeiro e Impunidade

Jorge Sanchez, advogado de uma ONG que combate a corrupção, destaca a falta de critério e a priorização de interesses pessoais em detrimento do interesse público. A investigação revelou que em três contratos, o valor pago foi quase quatro vezes maior que o estimado (R$ 105 milhões pagos em vez de R$ 27 milhões). Em uma das licitações, apenas duas empresas participaram: Atmosfera e Tecmax, também pertencente à família Plastino. Os principais envolvidos, em seus depoimentos, negaram as acusações. O esquema demonstra a fragilidade dos mecanismos de controle e a necessidade de maior transparência na gestão pública.

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