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MP diz que Dárcy sabia de irregularidades na rede de esgoto

Prejuízo aos cofres públicos em licitação do Daerp foi de R$ 7 milhões
Dárcy sabia irregularidades
Prejuízo aos cofres públicos em licitação do Daerp foi de R$ 7 milhões

Prejuízo aos cofres públicos em licitação do Daerp foi de R$ 7 milhões

Moradores de Ribeirão Preto enfrentam diariamente o problema dos vazamentos de água, uma questão que poderia ter sido resolvida com uma grande licitação do Daerp no ano passado. No entanto, segundo o Ministério Público, essa licitação acabou garantindo o pagamento de propina e a má aplicação de recursos públicos.

Irregularidades na Licitação do Daerp

O Daerp, que foi apontado pelos investigadores da Operação Sevandija como um dos núcleos de corrupção na prefeitura de Ribeirão Preto, foi alertado pela promotoria sobre irregularidades em uma licitação destinada à troca de 80 quilômetros da rede de água. O valor inicial da licitação era de R$ 68 milhões, mas o promotor Sebastião Sérgio da Silveira identificou diversas irregularidades no edital e informou a prefeitura na época.

De acordo com o promotor, houve uma concentração excessiva de diferentes serviços no mesmo edital, como perfuração de poços, construção de rede de água, construção de reservatórios e fornecimento de macro-medidores. Essa concentração dificultou a participação de diversas empresas, resultando em apenas uma proposta apresentada. Além disso, levantou-se a suspeita de superfaturamento, com os valores dos serviços dobrando em um período de dois anos. Os reservatórios, que antes custavam R$ 1.641.000, passaram a custar R$ 3.700.000, um aumento de mais de 120%.

A Operação Sevandija e o Destino dos Recursos

A Operação Sevandija revelou o motivo desse aumento nos custos. Parte dos recursos foi destinada a Luís Alberto Mantila, que repassava o dinheiro para Marco Antônio dos Santos, superintendente do Daerpin, para o pagamento de propina. O promotor responsável pelo caso pretende atrásra investigar o possível envolvimento da prefeita Dárcy Vera no esquema. Ele afirmou que a prefeita foi alertada sobre as suspeitas na época, mas não tomou nenhuma atitude em relação à situação. O promotor chegou a emitir uma recomendação à prefeita e ao superintendente do Daerpin para que não prosseguissem com a licitação, mas o Daerpin adjudicou a licitação e deu prosseguimento, o que motivou a ação do promotor.

O Silêncio da Prefeita e as Acusações

Quase 70 milhões de reais foram gastos sem controle pela administração de Dárcy Vera. A prefeita, que já é alvo das investigações da procuradoria, ainda não explicou o que fez ou deixou de fazer em relação a essa situação. Dárcy Vera não se pronunciou sobre o alerta feito pelo Ministério Público em relação às possíveis irregularidades na licitação do Daerpin. A empresa responsável pela obra afirmou que nunca cobrou a mais pelo serviço. O ex-diretor do Daerpi, Luís Alberto Mantila, declarou em delação premiada que havia pagamento de propina ao superintendente Marco Antônio dos Santos. A defesa de Marco Antônio dos Santos não se manifestou sobre as alegações.

O caso segue em investigação, buscando esclarecer o destino dos recursos públicos e a responsabilidade dos envolvidos.

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