Operação ‘Princípio Ativo’ prendeu 22 pessoas na região; 13 seguem foragidas
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, na quinta-feira, a operação Princípio Ativo, desarticulando três organizações criminosas que falsificavam defensivos agrícolas. A ação resultou em 22 prisões em Igarapá (SP), onde se concentrou a maior parte das investigações.
Esquema de Falsificação
Segundo o promotor Adriano Melega, as falsificações ocorriam de diversas maneiras: desde a produção de produtos sem nenhum princípio ativo até a utilização de princípios ativos roubados, furtados ou contrabandeados. Após a falsificação, o grupo emitia notas fiscais frias para ocultar as operações ilegais.
Impacto Econômico e Prisões
O esquema causou prejuízos estimados em R$ 11 bilhões ao setor econômico, resultando na perda de aproximadamente 39.700 postos de trabalho e R$ 1,4 bilhão em prejuízos diretos à indústria legal. As organizações criminosas respondiam por cerca de 20% do mercado nacional de defensivos agrícolas. Entre os presos, há um investigador de polícia suspeito de receber propina para acobertar as fraudes e um vereador de Igarapá. Um dos chefes do esquema foi encontrado em um hotel em Goiás. Outras 13 pessoas permanecem foragidas.
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Desfecho da Operação
Todas as prisões são preventivas. Se a denúncia do Ministério Público for acatada, os suspeitos permanecerão presos até o julgamento. Os envolvidos responderão por fraudes contra o sistema financeiro, corrupção ativa e passiva, e organização criminosa. A operação demonstra o sucesso do Gaeco no combate ao crime organizado e seus impactos devastadores na economia e no emprego.



