MP e Conselho Tutelar acompanham caso de menino 10 anos que empinava motos nas redes sociais
O caso do menino de 10 anos que ganhou notoriedade na internet por empinar motos está sob a atenção do Ministério Público e do Conselho Tutelar de Ribeirão Preto. A situação levanta sérias questões sobre a exposição de menores e a responsabilidade dos pais no ambiente digital.
Investigação e Responsabilização do Pai
O pai do menino, que filmava as manobras e acumulou mais de 500 mil seguidores em uma rede social, está sendo investigado. Ele foi flagrado com o filho pilotando uma moto sem placa em Bonfim Paulista. O pai admitiu que gravava os vídeos para postar na internet e atrásra enfrenta acusações por permitir que uma pessoa não habilitada dirigisse. As autoridades apreenderam o celular do pai para perícia. Na Vara da Infância e da Juventude, ele pode ser responsabilizado por expor o filho a situações de risco, infringindo o Estatuto da Criança e do Adolescente.
A Gravidade da Situação e a Adultização Infantil
O Ministério Público considera a situação gravíssima. O promotor Ufel Cavallari destaca que as punições para o pai podem variar desde medidas educativas até a perda da guarda, dependendo da análise do contexto familiar. Ele ressalta que a criança está sendo usada para gerar conteúdo, um fenômeno de adultização e exploração da monetização de acessos. O promotor alerta para os riscos de expor crianças a situações inadequadas e até a redes de exploração e pedofilia.
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Acompanhamento do Conselho Tutelar e Avaliação Familiar
O Conselho Tutelar de Ribeirão Preto também está acompanhando o caso. A conselheira Patiana Neri informou que a mãe do menino reside em outro estado. O Conselho vai acionar o serviço de assistência social para avaliar a situação familiar, verificando se há negligência, se a criança recebe atendimento de saúde adequado, se a vacinação está em dia e se a frequência e o rendimento escolar são satisfatórios. Essa avaliação é crucial para determinar as medidas a serem tomadas.
A psicopedagoga Michelle Brunelli enfatiza que expor menores à exploração na internet é prejudicial, pois a criança não tem a maturidade emocional e cognitiva para lidar com essa exposição. Ela apela aos pais para que reflitam sobre o bem-estar dos filhos e os riscos envolvidos. A defesa do pai informou que só se manifestará durante o processo, que está sob segredo de justiça. A Secretaria de Segurança Pública declarou que a investigação está a cargo do 7º Distrito Policial de Ribeirão Preto.
O caso levanta um debate importante sobre os limites da exposição infantil na internet e a necessidade de proteger as crianças dos riscos do mundo digital.



