Ricardo Silva, Nogueira, Walter Gomes, Maurílio Romano, Maurício Gasparini e Lincoln Fernandes teriam cometido irregularidades
O Ministério Público Eleitoral (MPE) moveu ações de investigação judicial eleitoral contra diversos candidatos em Ribeirão Preto, incluindo candidatos a vereador e o candidato à prefeitura, Duarte Nogueira. As acusações centram-se em alegações de captação irregular de votos, abuso de poder econômico e político, e uso indevido de meios de comunicação.
Acusações e Defesas
Os candidatos Maurílio Romano (PP), Maurício Gasparini e Duarte Nogueira (ambos do PSDB) estão entre os investigados. O promotor eleitoral José Vicente Pinto Ferreira detalhou que as ações podem levar à cassação das candidaturas. A acusação contra Nogueira, por exemplo, alega exposição reiterada de sua candidatura em meios de comunicação, em desacordo com a legislação eleitoral.
Em resposta, a assessoria de Maurílio Romano defendeu que seu programa de rádio é jornalístico e aberto a diversas correntes ideológicas e políticas. Duarte Nogueira classificou a ação como uma manobra desesperada de seus adversários, alegando ser alvo de ataques desde o início da campanha.
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Outros Candidatos Envolvidos
Ricardo Silva (PDT), outro candidato à prefeitura, também enfrenta ação semelhante, com acusações de abuso de poder econômico e uso indevido de meios de comunicação. Silva argumenta que a ação foi motivada por uma adversária do PSDB e confia na regularidade de sua campanha, por ser profissional da comunicação e seguir os prazos legais. Lincoln Fernandes (PDT), candidato a vereador, também é alvo de investigação, mas se diz tranquilo quanto à legalidade de sua campanha.
O Caso de Walter Gomes
O vereador afastado Walter Gomes (PTB), já investigado na Operação Cervandija, enfrenta novas ações por captação de votos mediante abuso de poder econômico e omissão de bens na declaração de candidatura. A promotoria alega que Gomes ofereceu camisas de times de futebol em troca de apoio eleitoral e omitiu a posse de imóveis e um veículo, totalizando R$ 1,3 milhão.
As investigações seguem em andamento, buscando esclarecer as denúncias e garantir a lisura do processo eleitoral em Ribeirão Preto.



