CBN Ribeirão 90,5 FM
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Compartilhe

MP entrega denuncia do caso da professora de pilates morta envenenada à Justiça

Promotor de justiça, Marcus Túlio Nicolino, detalha a denúncia, que deve ser apresentada hoje à Justiça
MP entrega denuncia do caso da
Promotor de justiça, Marcus Túlio Nicolino, detalha a denúncia, que deve ser apresentada hoje à Justiça

Promotor de justiça, Marcus Túlio Nicolino, detalha a denúncia, que deve ser apresentada hoje à Justiça

O promotor Marcos Túlio Nicolino, MP entrega denuncia do caso da, do Ministério Público de Ribeirão Preto, apresentou nesta manhã detalhes da denúncia que será entregue à Justiça contra Luiz Antônio Garnica e Elizabeth Arrabassa, marido e sogra da professora de pilates Larissa Rodrigues, encontrada morta em março no apartamento onde morava com o marido, na zona sul da cidade.

Segundo o promotor, a investigação aponta que o crime foi planejado e executado de forma gradual, MP entrega denuncia do caso da, com o uso de veneno conhecido como chumbinho, administrado de maneira a dificultar a detecção em exames toxicológicos. A motivação estaria relacionada a problemas financeiros e uma possível separação do casal.

“É um caso de desagrado e dados, é realmente um planejamento, é matar aos poucos a Larissa para que ela tivesse uma complicação normal e falecesse”, afirmou o promotor.

O inquérito policial reuniu provas policiais, depoimentos e análises financeiras das contas de Luiz, Elizabeth e Larissa, que confirmam a situação financeira delicada do casal. Além disso, mensagens trocadas por Luiz demonstram que ele comunicou à amante sobre a morte de Larissa antes mesmo de prestar socorro, comportamento considerado teatral e incompatível com a situação.

“Luiz passa para a amante por mensagem às 10h25 que a Larissa já estava morta e depois produziu toda aquela teatralidade como se tivesse sido surpreendido com a morte dela”, explicou o promotor.

Elizabeth Arrabassa teria ido à casa da vítima na noite anterior ao crime, após telefonema de Luiz. A amante de Luiz não é investigada por envolvimento direto no crime, mas pode ser chamada como testemunha. Mensagens apagadas do celular de Luiz não foram recuperadas pelas autoridades.

Luiz Antônio Garnica e Elizabeth Arrabassa responderão por feminicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Luiz também responderá por fraude processual. O Ministério Público solicitou prisão preventiva para ambos, alegando risco de interferência na produção de provas caso estejam em liberdade.

O promotor também comentou sobre a investigação relacionada à morte de Natália Garnica, filha de Elizabeth, que pode estar ligada ao mesmo esquema de envenenamento. O caso ainda está sob investigação pela Polícia Civil de Ribeirão Preto, e o Ministério Público de outra comarca deve receber a denúncia.

Além disso, há relatos de outras possíveis vítimas e indícios de que Elizabeth pesquisava sobre o uso do chumbinho e outras formas de envenenamento na internet. Uma testemunha relatou ter sido envenenada após recusar comprar um colar de Elizabeth.

A denúncia contra Luiz Antônio Garnica e Elizabeth Arrabassa deve ser encaminhada à Justiça ainda hoje, e o julgamento popular pode ocorrer no próximo ano, caso todas as etapas processuais sejam cumpridas.

  • Acusados: Luiz Antônio Garnica e Elizabeth Arrabassa.
  • Crime: feminicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima; Luiz responde ainda por fraude processual.
  • Motivação: problemas financeiros e possível separação.
  • Pedido de prisão preventiva para evitar interferência na investigação.

Detalhes da denúncia:

  • Mensagens que indicam conhecimento prévio da morte da vítima.
  • Depoimentos e provas policiais.
  • Análise financeira das contas dos envolvidos.
  • Indícios de envenenamento progressivo com chumbinho.

Provas e evidências:

  • Inquérito em andamento sobre a morte de Natália Garnica, filha de Elizabeth.
  • Possível ligação entre os casos de envenenamento.
  • Outras possíveis vítimas estão sendo investigadas.
Informações adicionais

Investigação relacionada: A denúncia será entregue à Justiça ainda hoje, e o processo pode levar ao júri popular em 2024. O Ministério Público reforça que a prisão preventiva dos acusados visa garantir a integridade da investigação e a produção de provas sem interferências.

Veja também

Conteúdos

Reportar um erro

Comunique à equipe do Portal da CBN Ribeirão Preto, erros de informação, de português ou técnicos encontrados neste texto.