Gaeco considera condenação positiva, mas discorda em alguns pontos da sentença que condenou Darcy Vera e outros políticos
Após o julgamento que condenou a ex-prefeita Darci Vera e outros envolvidos no esquema de desvio de honorários advocatícios da Sevandija, o Ministério Público anunciou que recorrerá da decisão, buscando penas mais severas para os réus.
Entendendo a sentença de primeira instância
O juiz considerou comprovados os crimes de associação criminosa e peculato (desvio de dinheiro público) em continuidade delitiva. Os crimes de corrupção passiva e falsidade ideológica foram considerados crimes “meio” para o crime “fim” (peculato).
Inconformação do Ministério Público e próximos passos
Apesar de considerar as condenações positivas, os promotores Leonardo Romanelli e Gabriel Vidal discordam de pontos da sentença e acreditam que as penas deveriam ser maiores. Eles destacam a falsificação de atas e o uso de nomes de trabalhadores para criar uma falsa situação como fatores que poderiam agravar as penas. O Gaeco se reunirá para estudar os recursos a serem apresentados.
Detalhes das condenações e próximos recursos
Darci Vera foi condenada a 18 anos e 9 meses de prisão por desviar 45 milhões de reais. André Hentschke, acusado de planejar a fraude com Maria Zvelili Brandi, respondeu em liberdade e só será preso após condenação em segunda instância. Outros réus, como Sandro Rovane, Marco Antônio dos Santos e Maria Zvelili Brandi, também foram condenados. Wagner Rodrigues, delator do esquema, recebeu pena em regime aberto. As defesas dos condenados garantiram que recorrerão da decisão.
O caso Sevandija ainda possui outros cinco processos em andamento, indicando que o assunto continuará gerando debates e acompanhamento da justiça por um longo período.



