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MP inicia investigações de ataques contra fiscais em Ribeirão Preto

Homens que ameaçaram equipe da Fiscalização de um bar poderão responder criminalmente pelo ato
ataques contra fiscais
Homens que ameaçaram equipe da Fiscalização de um bar poderão responder criminalmente pelo ato

Homens que ameaçaram equipe da Fiscalização de um bar poderão responder criminalmente pelo ato

O Ministério Público abriu inquérito para apurar crimes contra a saúde pública e desacato à autoridade, após confusão em um bar em Sumarezinho na sexta-feira à noite. A confusão envolveu clientes e agentes da Fiscalização Geral que foram ao local para averiguar denúncias de irregularidades.

Fiscalização e Confronto

Segundo a fiscalização, o bar estava com mais pessoas do que o permitido pelas regras de quarentena e apresentava música ao vivo. Durante a abordagem, agentes da prefeitura foram xingados por frequentadores. Áudios da confusão mostram ofensas como “Fiscalização aqui, cheio no sapo! Vai trabalhar, rapaz! Seus vagabundos!”, entre outras.

Versões Contrapostas

O dono do bar, Wesley Hills, afirma ter respeitado as regras da quarentena, apresentando como prova a redução da capacidade do estabelecimento para a metade e a disponibilização de álcool em gel. Ele alega que as imagens de segurança comprovam a ausência de aglomeração e que não conhecia os clientes envolvidos na confusão. Por outro lado, a fiscalização relata diversas irregularidades, incluindo música ao vivo e número de clientes acima do permitido, além da recusa do proprietário em receber a notificação e da hostilidade dos clientes.

Clientes envolvidos na confusão apresentaram diferentes versões. Eduardo Cornelio negou responsabilidade e alegou constrangimento por parte dos fiscais. Diego Volgarini Pardal disse que defendia o direito de trabalhar e que a fiscalização foi desrespeitosa, iniciando a confusão. A fiscalização não comentou sobre essas declarações.

Desfecho

As gravações da confusão serão analisadas pelo Ministério Público, que irá apurar as responsabilidades. As investigações também considerarão os aspectos administrativo (interdição do estabelecimento) e civil (dano moral coletivo). O caso demonstra a complexidade em conciliar o cumprimento das normas sanitárias com o direito ao trabalho e a necessidade de diálogo e respeito entre os envolvidos.

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