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MP investiga cidade da região por aluguel de prédio que ficou fechado por um ano

Locação 'prédio de vidro', em São Carlos, foi oficializada em março do ano passado, mas só começou a ser usado em 2024
aluguel de prédio fechado
Locação 'prédio de vidro', em São Carlos, foi oficializada em março do ano passado, mas só começou a ser usado em 2024

Locação ‘prédio de vidro’, em São Carlos, foi oficializada em março do ano passado, mas só começou a ser usado em 2024

O Ministério Público investiga a Prefeitura de São Carlos por um contrato de locação de um prédio de luxo que ficou fechado por um ano. O caso envolve gastos superiores a R$ 600 mil em aluguel, além dos custos de adequação de um imóvel que sequer pertencia ao município.

Prédio de Vidro: Um Ano de Locação sem Uso

Apelidado de “prédio de vidro” pela sua localização privilegiada numa avenida principal da cidade, o imóvel teve o contrato assinado em março de 2023, mas só foi ocupado em abril de 2024. A locação gerou denúncias na Câmara Municipal e, posteriormente, a abertura de um inquérito pelo Ministério Público para apurar um possível prejuízo ao erário público. A prefeitura justifica os gastos mensais de R$ 55 mil com a locação, totalizando R$ 660 mil em um ano.

Investigação do Ministério Público: Irregularidades na Licitação

O promotor Sergio Piovesan questiona a falta de justificativa para a dispensa de licitação na contratação do prédio. Além disso, a investigação apura os gastos com as adequações elétricas, de telefonia e internet, essenciais para o funcionamento das repartições públicas. O prédio, inicialmente, não possuía essas instalações básicas, demandando obras e projetos que se estenderam por um ano.

Ocupação e Resposta da Prefeitura

Após um ano de locação paga, seis secretarias municipais (Segurança Pública, Serviços Públicos, Transporte e Trânsito, Habitação e Meio Ambiente) ocuparam o prédio no início de abril de 2024. A prefeitura, por sua vez, se recusou a comentar a abertura do inquérito, alegando que possui 15 dias para responder aos questionamentos do Ministério Público. A investigação segue em andamento.

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