Apesar de pequena queda no valor do litro, Ministério Público continua com investigações, após denúncias de formação de cartel
O Procon de Barretos elevou uma denúncia ao Ministério Público e ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sobre possíveis irregularidades nos preços dos combustíveis na cidade. A ação foi motivada por um levantamento realizado pelo órgão, que analisou dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e também considerou diversas reclamações de consumidores.
A Queixa dos Consumidores e o Levantamento de Dados
A investigação teve início após o Procon receber queixas sobre os preços do etanol e da gasolina em Barretos. Segundo os consumidores, os valores praticados nos postos da cidade eram significativamente mais altos em comparação com estabelecimentos em um raio de 200 quilômetros. A diferença de preços chamou a atenção e motivou o Procon a aprofundar a análise.
Promoções Semanais e Preços Ainda Elevados
Após as denúncias, alguns postos de combustíveis em Barretos passaram a realizar promoções semanais, todas as quartas-feiras. No entanto, mesmo com os descontos, os preços ainda não agradam aos consumidores. Para o motorista Luiz Guilherme, por exemplo, os valores continuam acima do esperado, mesmo nos dias de promoção. Em um posto bandeira branca, o álcool era vendido a R$ 2,37 e a gasolina a R$ 3,27 o litro, evidenciando que, apesar das ações promocionais, o custo para o consumidor ainda é alto.
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Investigação por Suspeita de Formação de Cartel
O Ministério Público também está investigando a possível formação de cartel na cidade. O inquérito foi aberto em setembro, após o recebimento de um ofício da Câmara Municipal com a denúncia. O promotor José Demir Campos Borges afirma que já existem indícios de formação de cartel, como a uniformidade dos preços praticados nos postos e a realização de promoções no mesmo dia da semana. Segundo ele, esses elementos levaram a população a procurar o Ministério Público e o Procon, revelando a suspeita de um acordo entre os empresários para prejudicar o consumidor.
A apuração segue em andamento e, caso as provas se confirmem, medidas cabíveis serão tomadas. Por outro lado, o sindicato dos donos de postos de combustíveis de Barretos (Cincoopetro) nega a existência de combinação de preços e afirma trabalhar com a mesma margem de lucro praticada pelo mercado.
O caso segue em análise, com o objetivo de esclarecer os fatos e garantir a justiça para os consumidores.



